quarta-feira, 24 de novembro de 2010

DÍVIDA INTERNA E DÍVIDA EXTERNA

 
Leiam e observem a analise ponderada, muito bem  explicada do Economista  Waldir Serafim. 

waldirserafin

 
SAIBA O QUE LULA FEZ DE 2002 A 2010 COM A "DIVIDA INTERNA E EXTERNA" DO BRASIL

Você ouve falar em DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA em jornais e TV e não entende direito vamos explicar a seguir:

DIVIDA EXTERNA

é uma dívida com os Bancos,Mundial, o FMI e outras Instituições, no exterior em moeda externa.

DIVIDA INTERNA

é uma dívida com Bancos em R$ (moeda nacional) no país.

Então, quando LULA assumiu o Brasil, em 2002, devíamos:


ü     Dívida externa =     212 Bilhões
ü     Dívida interna =      640 Bilhões
ü     Total da Dívida =  851 Bilhões


Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa. E é verdade, só que ele não explicou que, para pagar a dívida externa, ele aumentou a dívida interna:

Em 2007 no governo Lula:
ü     Dívida Externa =      0    Bilhões
ü     Dívida Interna =    1.400 Trilhão
ü     Total da Dívida = 1.400 Trilhão

ou seja, a Dívida Externa foi paga, mas a dívida interna quase dobrou. Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.
Sabe por que?
É que ela voltou...

Em 2010 no governo Lula:
ü     Dívida Externa    =     240  Bilhões
ü     Dívida Interna    =   1.650 Trilhão
ü     Total da Dívida =  1.890 Trilhão


ou seja, no governo LULA, a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão!


Daí é que vem o dinheiro que o Lula está gastando no PAC, bolsa família, bolsa educação,bolsa faculdade, bolsa cultura, bolsa para presos, dentre outras mais bolsas...

E de onde tirou 30 milhões de brasileiros da pobreza! E não é com dinheiro do crescimento, mas sim, com dinheiro de ENDIVIDAMENTO.

Compreenderam? Ou ainda acham que Lula é mágico? Ou que FHC deixou um caminhão de dólares para Lula gastar?

Quer mais detalhes, sobre dívida interna e externa do Brasil, acesse o site :

http://www.sonoticias.com.br/opiniao/2/100677/divida-interna-perigo-a-vista

Os brasileiros, vão pagar muito caro pela atitude perdulária do governo Lula, que não está conseguindo pagar os juros dessa "Dívida trilhardária" tendo que engolir um "spread"(txa. juros) muito caro para refinanciar os "papagaios", sem deixar nenhum benefício para o povo, mas apenas DIVIDAS A PAGAR por todos os brasileiros,que pagam seus impostos.

 

 " O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam."

(Arnold Toynbee)


 

 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Lista internacional da maracutaia

A ONG Transparência Internacional anunciou seu mais recente levantamento sobre a percepção de corrupção em 178 países. O campeão da honestidade é a Dinamarca e o *Brasil segue em posição vexatória, no 69 lugar*, atrás de países como Arábia Saudita, Turquia, Botsuana, Gana e Ruanda. Isso mesmo, em países africanos e do Oriente Médio, onde a ilicitude nas relações público-privada é vista como um fenômeno endêmico, a corrupção é menos perceptível que na sociedade brasileira.

A situação brasileira fica ainda mais dramática quando se observa que *há oito anos o país ocupava a 45 colocação*. Ou seja, houve uma clara degradação ética no Brasil e ela ocorreu justamente na *gestão do PT*, um partido que chegou ao poder empunhando a bandeira da transparência e da lisura no trato da questão pública.

Casos emblemáticos de corrupção como o "mensalão", o desvio de dinheiro na saúde pública pelos "sanguessugas" e o tráfico de influência praticado pelo filho da ex-ministra da Casa Civil são alguns exemplos que envergonharam o país no cenário mundial. Muito se roubou do cidadão que, a cada ano, tem que trabalhar cada vez mais para abastecer o saco sem fundo das contas públicas, e de onde recursos evaporam para abastecer os esquemas de desvio de dinheiro.

O levantamento da Transparência Internacional reforça a necessidade de uma reforma política no país que tenha como uma de suas diretrizes o combate aos políticos de carreira. Um cidadão que perdeu sua condição de sustentação no setor privado, e que passe a depender da política, torna-se capaz de qualquer coisa para sobreviver. A profissionalização na política é um dos fatores que alimentam a vergonhosa corrupção que impera no Brasil.


Marcos Cintra é economista, vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho de São Paulo.

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/11/17/confira-ranking-da-corrupcao-no-mundo-segundo-ong-transparencia-internacional-914797815.asp

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dilma será melhor para o Brasil

Hoje ao conversar com um jovem que me dava carona para casa perguntei-lhe seu candidato: Dilma, é claro! Por que? Foi minha pergunta. Porque vai continuar o que Lula fez pelos pobres.

Bem, perguntei-lhe se havia mais motivos e ele me respondeu que não, apenas este. Disse-lhe, então, que diria o por quê da minha escolha. Pessoalmente não gosto do Serra, pois ele me destratou duas vezes, uma quando lhe levei, pilotando, para Guarulhos e outra quando embarquei-o na Base Aérea de Brasília. Grosseiro e arrogante com militares e comigo apesar de minha cortesia e urbanidade. Enfim...é passado. Não acredito que alguém tome um “chá de gente boa” e se transforme em uma pessoa simpática ao brasileiro, cujo tom de idiossincrasia está na empatia. Tanto é que os marketeiros têm como trunfo as poses, as fotos, os nomes curtos e de fácil recordação, para não dizer de números que quanto mais seqüentes e fáceis mais caro as legendas cobram do candidato. Tudo a ver com a imagem e não o conteúdo.

Disse para ele que Dilma é a melhor opção para o Brasil e, de fato, diante das atuais circunstâncias, acredito piamente nisto. Sério mesmo! Meus amigos e leitores devem estar esbabacados agora, mas é nisso que creio e estou torcendo muito.

Dilma será bom para o país porque Serra não tem como chegar perto. A estrutura que o maior cabo eleitoral do mundo montou para uma sucessora é avassalador. Toda a estrutura pública está trabalhando para ela. Se é ético ou legal não há como se avaliar pois o brasileiro é bicho complicado para se falar de ética. Não fiquem chateados, mas mais de um milhão de votos para Jader Barbalho, Renan e os quase cassados pelo Mensalão e toda a comprovada súcia foi reconduzida ao poder pelo voto, pela vontade popular. Bestas e pretenciosos somos nós que queremos lhes dizer o que é certo ou ético.

A sociedade brasileira, ou melhor, os pouco mais de quarenta milhões de eleitores que irão conduzir Dilma ao trono quer a continuidade dos programas sociais, quer continuar tendo crédito consignado facilitado, celulares em sessenta prestações e uma enorme sensação de crescimento e bem-estar econômico imediato. Pouco importa se seus filhos ou próximos estão se evadindo das salas de aula, pouco importa se sua casa ou sua vizinhança não tem saneamento básico e público na rua, pouco importa se seus móveis ficam flutuando a cada chuva torrencial. Pouco importa. Afinal estão ganhando mais.

Dilma será melhor para o país pois a economia continuará aquecida, mesmo que o Lula tenha paga o dívida externa triplicando a interna que hoje é praticamente insolvente. Ora bolas, se posso comprar uma geladeira ou máquina de lavar pouco importa se a energia elétrica não é de qualidade, se é monofásica ou se tenho como puxar um gato/macaco da rede elétrica para ter ar-condicionado e ventiladores em casa ou no barraco da beira do barranco. Pouco importa, o que importa é que o Brasil é um país de todos.

Tampouco importa se todos os afiliados ao PT e partidos que apóiam Lula lotaram todos os órgãos públicos em todos os níveis e na hora que, como cidadão, preciso de seus serviços, as greves me fazem ficar horas na fila. Seja uma mera repartição pública, Correios ou hospitais públicos. Se ficar na fila mais de cinco horas alguém do “governo” é o culpado, nunca será Lula muito menos Dilma.

Dilma é a melhor solução para o país mesmo se muitos brasileiros ainda escovam os dentes com carvão, palha de aço, fumo ou areia, como a UFPE descobriu poucos meses antes das eleições que reconduziram um reeleito com mais de 82% de votos. Desdentados mas esperançosos. Também são eles do “país de todos” que dão mais de 80% de aprovação a Lula que os manteve com quase 50% das residências sem saneamento básico adequado, baixo índice de aproveitamento escolar no ensino básico, baixa qualidade de atendimento médico-hopitalar e sem energia elétrica sustentável.

Fiquei extremamente feliz ao caminhar hoje, pela manhã, e ter ouvido que uma grande quantidade de bairros do Recife terão fornecimento de água regular nos sete dias da semana. Que maravilha, eu disse, que maravilha. Às portas da segunda década do século vinte e um temos, ainda, na principal capital do nordeste da oitava economia do mundo, que reelegeu um governador com mais de 80% dos votos que não conseguiu, ainda, viabilizar fornecimento de água decente. Este sim é um povo sábio.

Dilma será melhor para o Brasil porque as pessoas que ainda escovam os dentes com carvão e areia hoje, graças aos investimentos e privatizações “criminosas” já conseguem ter um celular e uma televisão e já começam a conhecer um mundo que lhes foi subtraído nos últimos oito anos. Foi subtraído porque Lula, o mito, o sábio, perdoou dívidas de países e investiu em Cuba e outros países alinhados ideologicamente com o Foro de São Paulo, sem a concordância do Congresso, representante da sociedade e o guardião das políticas internacionais, está anistiado esperando as fatias de dinheiro no orçamento para deixar o soberano fazer o que bem entende com o dinheiro do brasileiro. Também coloca a Petrobrás para trabalhar com países vizinhos de duvidosa índole para investimentos de risco tendo como base o patrimônio do cidadão feliz com seus programas assistencialistas.

Sim, Dilma será melhor para o país para ajudar, de vez, a acordarem do torpor que vivem em meio a tantas ilusões e benesses. Estou torcendo para Dilma ganhar pois se Serra ganhar teremos a truculência do PT, das centrais sindicais, dos movimentos sociais, do MST promovendo invasões, bloqueios de estradas, ações criminosas nas centrais de energia elétrica deixando cidades no breu, paralizando portos, ferrovias, estradas. Todos vimos a truculência deles nos últimos dias, mas a sociedade ainda está anestesiada pelo mito, o mito que aponta os problemas como “herança maldita”. Todos vimos índios e quilombolas bloqueando estradas, moradores de comunidades de periferia queimando pneus bloqueando estradas, invasões de prédios públicos, universidades, hospitais com a devastadora sanha de detonar mobília, equipamentos etc etc. Todos esquecemos destes dias comuns nos meses que antecederam a primeira campanha que conduziu o mito Lula ao poder. Será bom para o país vivenciar a serenidade de não haver nada disso se Dilma ganhar. Porque o país cresceu pelo simples fato de o PT não estar na oposição a Lula.

Também será bom para o país se Dilma ganhar, pois aí haverá um fenômeno novo, ainda não dito pelos analistas. Lula cresceu e se deu bem porque seu vice-presidente é um bundão, é um empresário que, acidentalmente, virou senador e que cooptou a expressiva maioria de empresários mostrando-lhes a mamata a ganho fácil que seria colocar Lula no poder. Eles e os banqueiros, criticados quando o PT era oposição, ganharam como nunca nos últimos oito anos, defendidos publicamente pelo presidente. O vice-empresário causou um dano incalculável ao país, mas ajudou, também, à sociedade vivenciar algo que se não houvesse seria sempre “a esperança de dias melhores”.

Será bom para o Brasil se Dilma ganhar porque novelas e domingões não permitiram uma sociedade madura aprender com os erros dos outros, senão veria os vizinhos argentinos com uma presidente despreparada onde o marido, falecido ontem, mandava mais do que ela, figura de protocolo. O marido morreu e o país, se bobear, entra em crise, pois não tem uma presidente que, como Dilma, não tem experiência nenhuma. Mas Lula sabia que brasileiro não gosta de política e que nunca iria se preocupar em olhar um palmo além do nariz, além da fronteira. Ainda haveria tempo, mas a mídia controlada pelo bolso por um ex-guerrilheiro, não vem esclarecendo ao cidadão o que foi o erro dos argentinos. Se não é futebol para nós a Argentina não existe. Ponto.

Será melhor para o Brasil se Dilma ganhar porque, diferente de Lula, ela escolheu um vice que é uma raposa velhaca, um coronel da oposição, um cara que lidera o maior partido da América do Sul, o PMDB, que tem o maior número de prefeitos, vereadores e deputados estaduais que são, no fim, quem de fato mandam no país, quando eles não querem ou não tem algo no bolso nada sai, nenhuma obra do PAC deslanchou de forma consistente e nenhuma obra para 2014 e 2016 começaram de fato.

Será melhor porque os petistas oportunistas voltarão a ser PMDB e PSB, e emagrecerão o PT que, no fim, ficará com muitos atrapalhados e gananciosos que, em nome da defesa dos pobres até hoje só se locupletaram. No dia que Dilma quiser algo que Temer não quiser não acontece. Como ela não é Lula, não tem jogo de cintura, é prepotente e truculenta, ela morrerá do veneno dela. Também não acredito que sua saúde a deixe trabalhar muito. Enfim, ela terá um governo difícil e aí o cidadão verá o que tem de verdade por detrás da propaganda. Verá que precisaria de investimentos sérios na indústria e preferiu dinheiro para comprar importados.

Enfim, o PT, Dilma e Lula irão implodir, pois as outras raposas oportunistas irão mudar de lado. E será bom para o Brasil, finalmente poder acordar a saber o que significa viver democracia e respeito às Istituições. Mas até lá terá muita purgação a sofrer.

É esperar para ver. Ela irá fazer com que o processo de amadurecimento da cidadania ocorra na marra, na porrada, pois dias difíceis virão, por certo Mas o cidadão não verá pois terá a sensação de que, com mais dinheiro no bolso estará vivendo melhor.

Ela, enfim, será melhor para o Brasil do que Serra.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Intrigante embaixada do Brasil em Tuvalu

Para espanto do corpo diplomático acreditado em Brasília, a combalida política externa do país, sob a responsabilidade do cineasta Celso Amorim, animou o Presidente Luiz Inácio da Silva a criar a embaixada do Brasil em Tuvalu, mais especificamente na capital Funafuti, conforme o Decreto 7.197 de 02 de junho de 2010.

Aos idiotizados brasileiros, submetidos à máquina estatal de comunicação do Palácio do Planalto, temos que admitir que o Itamaraty está na expectativa estratégica do desenvolvimento populacional de Tuvalu superar a marca do mercado de 20 mil consumidores para, após alugar uma oca para sua representação, construir a sede da embaixada a beira-mar do longínquo país.

Mr. Da Silva já deve festejar mais um "grande feito" da sua diplomacia e governo, equiparável ao pífio resultado de mediador na questão nuclear do Irã, à indefesa dos presos políticos cubanos, à libertação da iraniana apedrejada, ao boicote às eleições livres em Honduras, às magnanimidades com a Bolívia, Paraguai e outros países, e aos 25 milhões de dólares doados à autoridade palestina para reconstruir Gaza.

Quem sabe o Ministério da Defesa indicará um oficial superior da Marinha para inaugurar a adidância em Tuvalu, o Ministro Chefe do Gabinete Institucional locará um oficial de inteligência em Funafuti e o Banco do Brasil instalará a sua primeira agência na Polinésia.

É difícil entender os motivos que levaram à criação de uma embaixada do Brasil no fim do mundo. Quem deve saber é o Departamento de Estado ou o Vaticano, a CIA, o MI6, a ABIN ou outro serviço de inteligência. O teomaníaco Hugo Chávez ou os irmãos Castro especialistas em Ilha poderiam descobrir as razões do tirocínio geopolítico que levou o Comandante-em-Chefe-das Forças Armadas do Brasil a querer projetar poder diplomático no pálido atol do Pacífico.

Há que se saber! Tuvalu é um paraiso fiscal? Em caso afirmativo, será mais um dos paraísos à disposição da afortunada família Da Silva e dos muitos "cumpanhêros" de jornada do governo mais corrupto da história deste país. (OI/Brasil acima de tudo)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Urna e a Escola

Em julho/10m o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou o tamanho e o perfil do eleitorado brasileiro.

Relativamente ao grau de instrução dos 135,8 milhões de eleitores, 5,9% são analfabetos, 14,6% dizem saber ler e escrever mas não frequentaram a escola, e 33% frequentaram a escola mas não chegaram a concluir o 1° Grau, o antigo Ensino Primário.

Na soma destas 3 categorias, 53,5% do eleitorado resvalou pela Escola. Na melhor das hipóteses.

Antes de mais nada, estes percentuais são de desmontar o delírio de "Brasil Grande" que assola o país, a começar pela mente desavisada do presidente de turno. Afinal, não há país que tenha passado à situação de "desenvolvido" ostentando tão pobres e preocupantes índices no seu nível educacional.

Roberto Pompeu de Toledo
Revista Veja - Edição 2175

domingo, 24 de outubro de 2010

Quem paga a conta no país?

Estado

Quanto paga ao governo federal

Quanto recebe do governo federal

Resultado final

Acre

244.750.128,94

2.656.845.240,92

2.412.095.111,98

Amazonas

6.283.046.181,11

3.918.321.477,20

2.364.724.703,91

Amapá

225.847.873,82

2.061.977.040,18

1.836.129.166,36

Pará

2.544.116.965,09

9.101.282.246,80

6.557.165.281,71

Rondônia

686.396.463,36

2.488.438.619,93

1.802.042.156,57

Roraima

200.919.261,72

1.822.752.349,69

1.621.833.087,97

Tocantins

482.297.969,89

3.687.285.166,85

3.204.987.196,96

Alagoas

937.683.021,32

5.034.000.986,56

4.096.317.965,24

Bahia

9.830.083.697,06

17.275.802.516,78

7.445.718.819,72

Ceará

4.845.815.126,84

10.819.258.581,80

5.973.443.454,96

Maranhão

1.886.861.994,84

9.831.790.540,24

7.944.928.545,40

Paraíba

1.353.784.216,43

5.993.161.190,25

4.639.376.973,82

Pernambuco

7.228.568.170,86

11.035.453.757,64

3.806.885.586,78

Piauí

843.698.017,31

5.346.494.154,99

4.502.796.137,68

Rio Grande do Norte

1.423.354.052,68

5.094.159.612,85

3.670.805.560,17

Sergipe

1.025.382.562,89

3.884.995.979,60

2.859.613.416,71

Goiás

5.397.629.534,72

5.574.250.551,47

176.621.016,75

Mato Grosso

2.080.530.300,55

3.864.040.162,26

1.783.509.861,71

Mato Grosso do Sul

1.540.859.248,86

2.804.306.811,00

1.263.447.562,14

Espírito Santo

8.054.204.123,90

3.639.995.935,80

4.414.208.188,10

Minas Gerais

26.555.017.384,87

17.075.765.819,42

9.479.251.565,45

Rio de Janeiro

101.964.282.067,55

16.005.043.354,79

85.959.238.712,76

São Paulo

204.151.379.293,05

22.737.265.406,96

181.414.113.886,09

Paraná

21.686.569.501,93

9.219.952.959,85

12.466.616.542,08

Rio Grande do Sul

21.978.881.644,52

9.199.070.108,62

12.779.811.535,90

Santa Catarina

13.479.633.690,29

5.239.089.364,89

8.240.544.325,40

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SEM MEDO DO PASSADO

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, auto glorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo?
Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.

Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobrás, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010. “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobrás produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.


Texto creditado na Internet como sendo de Fernando Henrique Cardoso (não tenho certeza se realmente é)