quarta-feira, 18 de agosto de 2010

CADEIAS BOAS MESMO ERAM AQUELAS DOS ANOS 65 a 85

ELAS SIM REABILITAVAM OS PRESOS. MODELO BRASILEIRO PARA TODO O MUNDO. NENHUM PAÍS CONSEGUIU REABILITAÇÃO IGUAL. QUE MARAVILHA DE EXEMPLO. ORGULHO BRASILEIRO.

ENTRARAM:

- GUERRILHEIROS,
- TORTURADORES,
- FRAUDADORES,
- TRAFICANTES,
- CORRUPTOS,
- ESTUPRADORES,
- LADRÕES,
- ASSASSINOS E
- SEQÜESTRADORES.
 

E SAÍRAM:

- GOVERNADORES,
- MINISTROS,
- PREFEITOS,
- DEPUTADOS,
- SENADORES,
- VEREADORES,
- UM PRESIDENTE,
- E UMA CANDIDATA A PRESIDENTE.

ENTREVISTA LAURO PADILHA NO JORNAL DA MANHÃ DIA 18 DE AGOSTO DE 2010


terça-feira, 17 de agosto de 2010

MAIS UMA DAS NOSSAS VERGONHAS NACIONAIS

O primeiro milagre do heliocentrismo. (Hélio Schwartsman)

Eu, Claudio Ângelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja. Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos). É tudo muito simples. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis.

Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros "Is" de bens colocados em nome da igreja.

Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.

Alguns curiosos nomes de “igrejas” no Brasil:

- Igreja da Água Abençoada
- Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina
- Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder
- Congregação Anti-Blasfêmias
- Igreja Chave do Éden
- Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta
- Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
- Igreja Batista Ô Glória!
- Congregação Passo para o Futuro
- Igreja Explosão da Fé
- Igreja Pedra Viva
- Comunidade do Coração Reciclado
- Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
- Cruzada de Emoções
- Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
- Congregação Plena Paz Amando a Todos
- Igreja A Fé de Gideão
- Igreja Aceita a Jesus
- Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém
- Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
- Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
- Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo
- Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
- Comunidade Arqueiros de Cristo
- Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
- Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
- Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
- Igreja Palma da Mão de Cristo
- Igreja Menina dos Olhos de Deus
- Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
- Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água
- Igreja Batista Ponte para o Céu
- Igreja Pentecostal do Fogo Azul
- Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
- Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
- Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
- Igreja Filho do Varão
- Igreja da Oração Eficiente
- Igreja da Pomba Branca
- Igreja Socorista Evangélica
- Igreja ‘A’ de Amor
- Cruzada do Poder Pleno e Misterioso
- Igreja do Amor Maior que Outra Força
- Igreja Dekanthalabassi
- Igreja dos Bons Artifícios
- Igreja Cristo é Show
- Igreja dos Habitantes de Dabir
- Igreja ‘Eu Sou a Porta’

- Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
- Igreja da Bênção Mundial
- Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
- Igreja Barco da Salvação
- Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
- Igreja Sinais e Prodígios
- Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
- Igreja do Manto Branco
- Igreja Caverna de Adulão
- Igreja Este Brasil é Adventista
- Igreja E..T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção)
- Igreja Evangélica Florzinha de Jesus

- Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando Outra Vez
- Ministério Eis-me Aqui
- Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
- Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
- Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
- Igreja Evangélica Facho de Luz
- Igreja Batista Renovada Lugar Forte
- Igreja Atual dos Últimos Dias
- Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
- Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
- Igreja Evangélica Bola de Neve
- Igreja Evangélica Adão é o Homem
- Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
- Ministério Maravilhas de Deus
- Igreja Evangélica Fonte de Milagres
- Comunidade Porta das Ovelhas
- Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
- Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
- Igreja Evangélica Luz no Escuro
- Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim
- Igreja Pentecostal Planeta Cristo
- Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos
- Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta
- Assembléia de Deus Batista A Cobrinha de Moisés
- Assembléia de Deus Fonte Santa em Biscoitão
- “Igreija” Evangélica Muçulmana Javé é Pai
- Igreja Abre-te-Sésamo
- Igreja Assembléia de Deus Adventista Romaria do Povo de Deus
- Igreja Bailarinas da Valsa Divina
- Igreja Batista Floresta Encantada
- Igreja da Bênção Mundial Pegando Fogo do Poder
- Igreja do Louvre

- Igreja Evangélica Batalha dos Deuses
- Igreja Evangélica do Pastor Paulo Andrade, O Homem que Vive sem Pecados
- Igreja Evangélica Idolatria ao Deus Maior
- Igreja MTV, Manto da Ternura em Vida
- Igreja Pentecostal Marilyn Monroe
- Igreja Quadrangular O Mundo É Redondo
- Igreja Pentecostal Trombeta de Deus
- Igreja Pentecostal Alarido de Deus
- Igreja pentecostal Esconderijo do Altíssimo
- Igreja Batista Coluna de Fogo
- Igreja de Deus que se Reúne nas Casas
- Igreja Evangélica Pentecostal a Volta do Grande Rei
- Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
- Igreja Evangélica a Última Trombeta Soará
- Igreja Evangélica Pentecostal Sinal da Volta de Cristo
- Igreja Evangélica Assembléia dos Primogênitos
- Ministério Favos de Mel
- Assembléia de Deus com Doutrinas e sem Costumes
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Rir ou chorar? Qual a intenção, origem e motivação REAL por trás de tanta “diversidade”?

Fonte: Folha de São Paulo

A Imagem do seu Criador

ONG fundada por Delúbio Soares usou convênio com o Incra para desviar dinheiro público.

O ex-tesoureiro petista Delúbio Soares foi um dos principais operadores do esquema do mensalão, que deflagrou a maior crise do governo Lula. Expulso do partido. Delúbio e afastou da ribalta política, mas não deixou de pôr em prática o seu maior talento: arrecadar dinlJeiro. O Ministério Público descobriu que uma ONG fundada por ele há 25 anos, o Instituto Nacional de Formação e Assessoria Sindical (Ifas), desviou 3 milhões de reais que deveriam ler sido aplicados em cursos de capacitação de agricultores. O dinheiro foi parar na Federação acional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), entidade ligada ao MST, especialista em invasões de terra. Pelo que foi apurado, a única aula real ministrada pelo Ifas foi obre como seus integrantes poderiam tungar o dinheiro do contribuinte. A pedagogia da fraude era candidamente registrada em ata. Diz um dos trechos: "Emitir NF (nota fiscal) com valores inferiores a 8000 reais". Em outro, os dirigentes sugerem aos alunos "substituir nota fiscal por recibo".

04-08-VEJAPor que a necessidade de realizar contratos sem licitação e de trocar notas por recibos? ""Essa é uma tática comum a ONGs corruptas. Sem licitação, o dinheiro é pulverizado em diversas transações, o que dificulta seu rastreamento", explica o procurador Raphael Perissé, responsável por investigar o convênio fraudulento. Esse modus operandi virou praxe durante o governo Lula, que abriu suas arcas para as chamadas organizações do terceiro setor. mesmo em casos com evidências cristalinas de irregularidades. A parceria Ifas-Fetraf é um exemplo bem-acabado. Por sua militância beligerante, a Fetraf está proibida de firmar contratos com o Incra. Com a ONG de Delúbio, o problema foi contornado. "As liberações de dinheiro ocorreram em tempo recorde e sem nenhuma fiscalização", afirma Perissé.

Não é de hoje que ONGs são usadas como fachada para transferir dinheiro público ao MST. Em setembro do ano passado. VEJA revelou a movimentação financeira de quatro entidades que repassaram 43 milhões de reais para patrocinar as ações do movimento. A espantosa quantidade de convênios suspeitos levou à criação de uma CPI no Senado, que acabou abafada pelo governo. Em julho passado, o presidente Lula classificou como "heroica" a atuação da Fetraf. Agora, esses heróis, incluindo Delúbio e o presidente do Incra, Rolf Hackbart, devem ser indiciados pela fraude.

Fonte: Veja - 02/08/2010 - Gustavo Ribeiro
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Grandes Momentos

Qual é o ponto em que uma campanha eleitoral para a Presidência da República passa a ser de baixo nível? Não adianta perguntar aos políticos. pois quase com certeza vão dizer que baixo nível é aquilo que o adversário está fazendo. Mas há diversos sinais razoavelmente seguros para o eleitorado medir a qualidade das campanhas que os candidatos estão lhe servindo - e, felizmente. não se trata de nada que seja muito difícil de perceber ou complicado de entender. Ninguém precisa ter nenhuma dúvida de que o nível desabou, para falar logo no sintoma mais clássico de baixaria, quando os candidatos, ou um que seja, começam a fazer insultos pessoais. A coisa fica feia, igualmente, quando se acusa o adversário por aros que não praticou, ou por estar envolvido em fatos que não aconteceram.

Também não há esperança de compostura quando se constata, por exemplo, que nos porões de certas campanhas há gente montando pastas de documentos com informações, reais ou imaginárias, capazes de prejudicar os competidores - inclusive com dados sigilosos que podem ser desviados, digamos, da Receita Federal. Como regra geral, enfim, e para simplificar o entendimento do que é ou não é jogo sujo, há a questão básica da mentira: se um candidato, sua turma ou sua propaganda mentem, a campanha que fazem foi para a lama. Essa discussão sobre os teores de ética na disputa presidencial tem ocupado boa parte das atenções nos últimos dias, mas, até o momento, produziu muito vapor e pouca energia. O debate foi lançado pelo PT, que acusa a candidatura José Serra de ter arrastado a campanha para o "baixo nível" - a partir do momento em que seu companheiro de chapa, o depurado Índio da Costa. disse que o governo e seu partido dão apoio ao narcotráfico por apoiarem os narcotraficantes das Farc, grupo armado da Colômbia que começou como movimento político e há anos se transformou em organização criminosa. Serra aproveitou para dizer que é isso mesmo e acrescentou seus próprios disparos.

Descreveu a Venezuela e seu coronel Hugo Chávez, que ameaçam mais uma vez ir "à guerra" contra a Colômbia e têm a simpatia aberta do Brasil, como uma ameaça à estabilidade no continente. Acusou o governo brasileiro de nada fazer pelos presos políticos de Cuba deixando a candidata oficial Dilma Rousseff na posiÇão de associada à repressão política cubana. Lembrou, ainda, que Dilma é a preferida dos invasores de terra do MST. É pancadaria grossa e, sem dúvida, uma descarga de agressividade que o PT não está acostumado a receber. Mas a questão-chave, para medir a que altura anda o nível da campanha, não é quem está batendo, ou quem está batendo mais. A pergunta a ser respondida é a seguinte: o que Serra e Índio disseram é mentira ou é verdade?

Os fatos são os fatos. Nem as Farc negam seu envolvimento com o tráfico de drogas - e dos outros crimes que cometem, como seqüestros, roubos e homicídios, chegam até a se orgulhar. Também não é nenhuma novidade, e muito menos um segredo, que o governo brasileiro se recusa a considerar as Farc como uma organização criminosa; a posição do Brasil é que elas são um movimento de "insurreição": com o qual o governo da Colômbia deveria "negociar". As demais agressões que o PT alega ter recebido vão na mesma batida.

Chávez não ofereceu nenhum desmentido sério à acusação de que deixa os traficantes vizinhos utilizarem livremente o território da Venezuela como base de ação, e suas ameaças de começar uma guerra foram feitas em público. Já a candidata oficial, na última vez em que foi perguntada sobre o tema dos direitos humanos em Cuba, respondeu perguntando, ela própria, sobre "os direitos humanos em Guantánamo", a base militar onde o governo americano mantém presos desde 2002, na condição de "combatentes inimigos", suspeitos de terrorismo - como se a situação das liberdades públicas e individuais fosse a mesma em Cuba e nos Estados Unidos. Quanto ao MST, enfim, foi o próprio presidente do movimento, João Pedro Stedile, quem disse em entrevista que "com Dilma poderemos avançar, fazendo mais ocupações".

Conclusão: mentira, nisso tudo, não há nenhuma - e nem o PT diz que tenha havido. Disse apenas, nas palavras de seu presidente, José Eduardo Outra. que Serra adotou um "figurino de direita troglodita". O que conduz a uma questão interessante: se a oposição mal começou a falar e o PT já reage assim, como estará reagindo até o fim da campanha? Pelo jeito, em matéria de nível, grandes momentos nos esperam.

Fonte: Veja - 02/08/2010 - J.R. Guzzo 
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Agendas Montadas Sob Medida

Lula comparece a compromissos de governo nos mesmos lugares onde Dilma Rousseff marca seus compromissos eleitorais. O presidente Lula não é candidato. mas tem cumprido uma agenda parecida com a de um. Na última quinta-feira, em Porto Alegre, Lula lançou o edital de duplicação de uma rodovia, assinou a ordem de serviço para o inicio das obras de outra e anunciou a liberação de verbas para a constrUção de casas. Duas horas depois. visitou a maquete da ampliação do Estádio Beira-Rio para a Copa de 2014. Na sequência, foi a Santa Cruz do Sul, no interior do estado. onde participou da comemoração da venda de 30000 tratores financiados pelo governo a pequenos agricultores.

Os eventos. aparentemente pequenos, ainda justificaram o deslocamento de ministros e dezenas de assessores ao Rio Grande do Sul. À noite, depois de encerrado o "expediente", o presidente aproveitou sua passagem pelo extremo sul do país para prestigiar o comício da candidata DUma Rousseff. onde já era aguardado como a principal atração, num estado em que a petista pretende sair da desvantagem que tem nas pesquisas em relação ao adversário, o tucano José Serra. A coincidência geográfica da agenda de serviço do presidente com a agenda eleitoral de sua candidata não é fruto do acaso.

As agendas de Lula e Dilma passaram a ser produzidas em conjunto para que o presidente possa fazer campanha "depois do expediente", um subterfúgio inventado pela assessoria jurídica do Palácio do Planalto para evitar novos problemas com a Justiça Eleitoral, que já lhe aplicou seis multas por uso da máquina e campanha antecipada. A coordenação da campanha petista elegeu os lugares para a realização de comícios estratégicos nos quais a presença de Lula é considerada essencial. Com a agenda eleitoral nas mãos. o gabinete do presidente selecionou os eventos que exigiam a presença de Lula na mesma data e local da caravana petista. A agenda combinada estreou há duas semanas em Pernambuco. Lula esteve em Caetés, no interior do estado, onde lançou um plano de inclusão digital para escolas públicas. Em seguida, percorreu 10 quilômetros de carro por uma estrada vicinal, em direção a Garanhuns, onde se encontrou com Dilma Rousseff em um ato político no qual, entre outras coisas, comparou a petista a Jesus Cristo.

A agenda de Lula é de responsabilidade de seu chefe de gabinete. Gilberto Carvalho, e do chefe de gabinete adjunto. Cezar Alvarez. Desde o início da campanha, os dois têm contato diário com Giles Azevedo, que coordena a agenda de Dilma. São homens de extrema confiança do presidente e da candidata. Os dois lados definem as prioridades da campanha com duas semanas de antecedência e combinam os eventos em que Lula deve tomar pane. A sintonia fina entre governo e campanha é feita pelo ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, e por Antonio Palocci, o mandachuva do comitê de Dilma. Normalmente, as viagens presidenciais são preparadas com antecedência de sete a dez dias. A segurança e o cerimonial da Presidência enviam equipes precursoras. que organizam os roteiros e preparam a programação, tudo com o conhecimento e o apoio dos governante locais. A incursão oficial ao Rio Grande do Sul só foi comunicada ao governo do estado três dias antes do desembarque do presidente da República.

A mobilização para atender aos interesses eleitorais disfarçados de compromissos de governo é tão evidente que Alexandre Padilha passou a convocar reuniões volantes para discutir uma tal "Agenda para um ovo Desenvolvimento Regional". Dos três primeiros encontros do grupo, que reúne políticos, empresários e sindicalistas, dois, por coincidência, foram no mesmo dia e local de comícios de Dilma - em Porto Alegre e no Rio de Janeiro. Os encontros têm servido para justificar o deslocamento do ministro e de funcionários do governo para atos da candidatura petista. No dia seguinte ao do comício gaúcho, na sexta-feira, Lula voou para Foz do Iguaçu, no Paraná, para encontrar-se com o presidente paraguaio Fernando Lugo. Visitou as obras de terraplanagem de uma subestação de Itaipu e vistoriou as instalações de uma futura fábrica de cimento. Tudo cronometrado para que ele tivesse tempo de voar para Curitiba, onde, à noite, depois do expediente, a campanha de Dilma Rousseff o aguardava para mais um comício.

Fonte: Veja - 02/08/2010 - Otávio Cabral

Colombia: 6,210 niños muertos en combate armados FARC

A matéria é extensa e repasso como a recebi. Abaixo dos primeiros links, ela continua e é interessante prosseguir com a leitura pq muita sujeira rola no nosso Brasil varonil.

As FARC são uma organização terrorista de viés marxista, atuando no ramo do narcotráfico, sequestros extorsão e assassinatos, que se utiliza inclusive do recrutamento forçado de crianças de até menos de dez anos de idade, como se pode observar no segundo vídeo linkado. Há notícias também de crianças escravizadas sexualmente pelas lideranças das FARC. Estima-se um total de 6.210 crianças mortas por culpa das FARC.
A revista Veja denunciou mais de uma vez que os integrantes do PT mantêm laços de intimidade com essa organização há muitos anos, como se pode depreender da reportagem "laços explosivos", que afirma que cinco milhões de dólares foram enviados pelas FARC à campanha de petistas em 2002, e depois, na XIV reunião do famigerado Foro de São Paulo, integrantes de todo o cone sul, com o Brasil representado por Marco Aurélio Garcia e José Eduardo Cardoso, podem ser visto no vídeo produzido pela revista "o encontro dos dinossauros", lamentando a morte do "coronel Marulanda", um dos líderes das FARC, e inegavelmente, demonstrando que estão lutando para estender a revolução cubana para o resto do continente.
O PSDB do sr José Serra e do sr FHC, por sua vez, afirma que esses fatos são notórios, conhecidos por todos, e que não há mal nenhum em nossos governantes petistas manterem laços de amizade com as FARC, vez que eles são apenas amigos, e não fazem parte do esquema de terror, tráfico de drogas, sequestros e assassinatos perpetrados por aquela organização.

De maneira que denúncias desse calibre nunca foram sequer investigadas. Isso não é complacência ou leniência. É cumplicidade, conivência. Estão todos no mesmo barco.

Agora eu pergunto: Belo, Adriano imperador, Wagner Love, Bruno...entre outros, não traficam drogas. Apenas mantêm relações de amizade com traficantes com os quais cresceram juntos nas mesmas comunidades. Foram presos e escrachados. Seus advogados agora deveriam ingressar no STF e postular não só a inexistência de crime, mas também indenizações por dano moral.
Não é
Abraço
http://veja.abril.com.br/160305/p_044.html
http://www.youtube.com/watch?v=ujlZc2Ud3LA
http://www.youtube.com/watch?v=ILLfRGgjYXE&feature=player_embedded


Mesmo se as FARC não estivessem no negócio das drogas, este vídeo bastaria para quem ainda acha que o PT vale alguma coisa além de um pedaço de papel higiêncio usado.
http://www.youtube.com/watch?v=ILLfRGgjYXE&feature=player_embedded
O que falta para qualificar o PT como entidade criminosa? O que falta para extinguir o PT e botar os líderes na cadeia?
Cavaleiro do Templo

Laços explosivos

Documentos secretos guardados nos arquivos da Abin informam que a narcoguerrilha colombiana Farc deu 5 milhões de dólares a candidatos
petistas em 2002
Policarpo Junior
Nos arquivos da Agência Brasileira de Inteligência em Brasília há um conjunto de documentos cujo conteúdo é explosivo. Os papéis, guardados no centro de documentação da Abin, mostram ligações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com militantes petistas. O principal documento nos arquivos foi datado de 25 de abril de 2002, está catalogado com o número 0095/3100 e recebeu a classificação de "secreto". Em apenas uma folha e dividido em três parágrafos, esse documento informa que, no dia 13 de abril de 2002, um grupo de esquerdistas solidários com as Farc promoveu uma reunião político-festiva numa chácara nos arredores de Brasília. Na reunião, que teve a presença de cerca de trinta pessoas, durou mais de seis horas e acabou com um animado forró, o padre Olivério Medina, que atua como uma espécie de embaixador das Farc no Brasil, fez um anúncio pecuniário. Disse aos presentes que sua organização guerrilheira estava fazendo uma doação de 5 milhões de dólares para a campanha eleitoral de candidatos petistas de sua predileção. A notícia foi recebida com aplausos pela platéia. Faltavam então menos de seis meses para a eleição. Um agente da Abin, infiltrado na reunião, ouviu tudo, fez um informe a seus chefes, e assim chegou à Abin a primeira notícia de que as relações entre militantes esquerdistas, alguns deles petistas, e as Farc podem ter ultrapassado a mera simpatia ideológica e chegado ao pantanoso terreno financeiro.
Sob a condição de não reproduzi-los nas páginas da revista, VEJA teve acesso a seis documentos da pasta que trata das relações entre as Farc e petistas simpatizantes do movimento. Dos seis documentos, três fazem menção explícita à doação de 5 milhões de dólares. Num deles, está descrita a forma de pagamento: o dinheiro sairia de Trinidad e Tobago, um pequeno país do Caribe, e chegaria às mãos de cerca de 300 pequenos empresários brasileiros simpáticos ao PT, que, por sua vez, fariam contribuições aos comitês regionais do partido como se os recursos lhes pertencessem. Em outro documento, aparece a informação de que o acerto financeiro fora celebrado entre membros do PT e das Farc durante uma reunião realizada numa fazenda no Pantanal Mato-Grossense – e que os encontros de cúpula seriam articulados com a ajuda de Maria das Graças da Silva, uma funcionária da Câmara dos Deputados em Brasília que já militou no PC do B e seria amiga muito próxima do "comandante Maurício", apontado como a maior autoridade das Farc no Brasil. Ao contrário da doação financeira e do mecanismo do pagamento, que são descritos em detalhes nos documentos da Abin, a menção à reunião no Pantanal aparece seca e sem detalhes.
ARQUIVOS VIVOS
Na Abin, em Brasília, há pelo menos três documentos falando da milionária doação das Farc
"Conheço ele, sim, mas e daí? Não articulei encontro nenhum", garante a funcionária Maria das Graças, que diz ignorar qualquer reunião no Pantanal. Nas últimas cinco semanas, VEJA investigou a veracidade das informações arquivadas na sede da Abin. Será que houve mesmo um encontro numa chácara em Brasília? O encontro teve a presença de representantes das Farc? Falou-se ali na doação de 5 milhões de dólares? Para responder a essas perguntas, VEJA localizou o agente da Abin que se infiltrou na reunião das Farc e ouviu outros dois funcionários da agência que tiveram contato com a investigação, além de procurar os esquerdistas que foram ao encontro. A apuração comprovou a reunião, o local, a data e os personagens. Só não encontrou indícios suficientemente sólidos de que os 5 milhões de dólares tenham realmente saído das Farc e chegado aos cofres do PT. A doação financeira é dada como realizada pelos documentos da Abin, mas a investigação de VEJA não avançou um milímetro nesse particular. Pode ter sido apenas uma bravata do padre Olivério Medina, codinome de Francisco Antônio Cadenas Colazzos, para alegrar seus convivas esquerdistas? Pode. Além da convocação manifestada nos documentos da Abin, a revista não encontrou elementos consistentes para que se faça uma afirmação sobre esse aspecto.
Os contatos políticos entre petistas e guerrilheiros das Farc são antigos. Começaram em 1990, quando o PT realizou um debate com partidos políticos e organizações sociais da América Latina e do Caribe para discutir os efeitos da queda do Muro de Berlim. De lá para cá, as relações se intensificaram, principalmente por meio das correntes esquerdistas do PT, como a Democracia Socialista, cuja estrela mais conhecida é o ministro Miguel Rossetto, do Desenvolvimento Agrário. Mesmo os quadros mais moderados do PT demonstram uma certa simpatia pelas Farc. Como instituição, porém, o partido há muito tempo quer distância das Farc. "A guerrilha representa tudo o que nós abominamos em termos de política. Não se pode esquecer que o PT já nasceu em oposição à luta armada. O governo do presidente Lula tem as melhores relações com o governo constituído da Colômbia e apóia o presidente Álvaro Uribe", diz o senador Aloizio Mercadante. E completa: "Se essa doação existiu, o que não acredito, ela não foi feita ao PT, mas a indivíduos que se dizem ligados ao partido. Se eles forem identificados e forem do partido, serão expulsos".
DEBAIXO DAS ÁRVORES
O padre Olivério Medina, que atua como "embaixador" das Farc no Brasil, e a chácara onde foi realizada a reunião: na rua, para evitar grampo
Em virtude do passado de companheirismo com as Farc, a cúpula do PT, ainda antes das eleições presidenciais de 2002, sentiu que seria adequado tranqüilizar o governo da Colômbia em relação a uma possível eleição de Lula. O hoje ministro José Dirceu, da Casa Civil, procurou a embaixadora colombiana em Brasília para avisar que, se Lula fosse eleito, a política de seu governo em relação às Farc seria a do Estado brasileiro – e não a da ala esquerda do PT. A palavra tem sido cumprida, embora o governo brasileiro insista em considerar oficialmente as Farc como um grupo guerrilheiro – e legítimo, portanto –, recusando-se a reconhecer o que elas realmente são. Ou seja: um conluio oportunista de guerrilheiros, terroristas e narcotraficantes.
Considerando-se o currículo das Farc, a história também faz sentido lógico. Fundadas na década de 60, as Farc começaram a se envolver com o tráfico na década de 90, quando os maiores traficantes colombianos passaram a remunerar os guerrilheiros em troca de segurança armada para os plantadores de coca (veja reportagem). Com o envolvimento direto com o tráfico, a organização acabou tornando-se financeiramente poderosa. Sabe-se que os cartéis colombianos da cocaína usam as ilhas de Trinidad e Tobago como um entreposto, estocando ali a droga que embarcam para a Europa. Por coincidência, é de Trinidad e Tobago que o dinheiro das Farc sairia para entrar nos cofres dos candidatos esquerdistas, conforme mostram os documentos arquivados na Abin. Apesar da verossimilhança e da aparência lógica do esquema, é vital ressaltar que, fora os registos feitos pelos espiões da Abin, não foram encontradas evidências sólidas da ajuda financeira da guerrilha da Colômbia. O padre Olivério Medina, representante das Farc no Brasil, nega. "Não houve essa ajuda financeira", disse ele a VEJA, falando de um telefone público em Brasília e encerrando o assunto sob a alegação de que, como estrangeiro, não poderia falar sobre política.
Dida Sampaio/AE
O PROCESSO E O SILÊNCIO
O deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, há dois anos, procurou o deputado Fraga, falou do risco de processo, e não tocou mais no assunto
O secretário de Relações Internacionais do PT, Paulo Ferreira, encarregado dos contatos do partido com o exterior, garante que as relações petistas com a guerrilha colombiana não são amistosas. "Ao contrário. Hoje, nós temos conquistado o ódio das Farc", diz. Uma das razões é o fato de que o PT aprovou uma recomendação para que as Farc sejam barradas nos foros internacionais de discussão sobre assuntos da América Latina. "Não há interesse em manter relações com um grupo belicista que, entre outras coisas, usa métodos como o seqüestro de civis", afirma Ferreira. A posição do secretário de Relações Internacionais do PT, no entanto, não é a unanimidade do partido. Em Brasília, por exemplo, o comitê que apóia ações das Farc é integrado e dirigido por militantes do PT. "Essas ligações existem à revelia do partido. Posso dizer que são até criminosas", afirma Ferreira. Para ele, as ligações entre PT e Farc descritas nos relatórios da Abin, se existiram tal como informaram os agentes de inteligência, foram "clandestinas".
A reunião na chácara em Brasília foi uma mistura de encontro político com festa de amigos. A chácara chama-se Coração Vermelho, pertence ao sindicalista Antônio Francisco do Carmo e fica a 40 quilômetros de Brasília. O encontro começou às 11 da manhã e terminou no início da noite. Aconteceu em torno de uma mesa debaixo de árvores, para evitar que um grampo clandestino pudesse captar as conversas. No início, com todos de pé, abriu-se uma bandeira das Farc e cantou-se o hino da guerrilha. Para entrar na chácara, os participantes tinham uma senha: bater com a mão espalmada no peito. Ao meio-dia, serviu-se um churrasco, com arroz e vinagrete, cerveja e refrigerante. Um dos presentes era o vereador Leopoldo Paulino, secretário de Esportes do então prefeito de Ribeirão Preto, o hoje ministro Antonio Palocci. Pouco antes, Paulino fundara o primeiro comitê de apoio às Farc no Brasil, em Ribeirão Preto. Na chácara, exibiu-se um vídeo com a inauguração do comitê, e Paulino explicou seu funcionamento. "Não temos presidente ou diretor. Somos todos guerrilheiros ou não somos. Se somos, então todos fazem parte da luta", disse ele, conforme o relato transcrito pelo agente infiltrado da Abin. Foi aplaudido pelos presentes.
Cristiano Mariz
ELE TAMBÉM ESTAVA LÁ
Antônio Viana, militante de esquerda que esteve na reunião da chácara: falou-se de tudo, menos de dinheiro
A VEJA, o vereador Leopoldo Paulino, que foi guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional (ALN) e hoje é filiado ao PSB, negou que tenha participado de qualquer reunião na chácara Coração Vermelho. Outro que esteve presente, porém, o bancário Antônio Carlos Viana, um aguerrido militante comunista, confirmou a VEJA que a reunião foi feita, que o assunto era o apoio às Farc, mas disse que ninguém falou em dólares. "Só defendemos que as Farc sejam reconhecidas como força beligerante", diz ele, que trabalha no departamento de tecnologia do Banco do Brasil. O dono da chácara, o sindicalista Antônio Francisco do Carmo, militante do velho PCB, também confirma que, em várias ocasiões, cedeu sua propriedade para encontros em que o padre Olivério Medina esteve presente. Ele ressalta, no entanto, que eram encontros festivos, e não reuniões de caráter político, nas quais nunca se mencionou financiamento da guerrilha colombiana para o PT. "Sou amigo do padre e ele já almoçou e jantou várias vezes na minha chácara", diz. É certo que a reunião na chácara, até pela baixa estatura hierárquica de seus participantes, não tomou nenhuma decisão sobre Farc, PT ou milhões de dólares.
Na chácara, a doação do dinheiro veio à tona, talvez acidentalmente, e acabou captada por um agente da Abin. O general Alberto Cardoso, então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo tucano e da Abin, soube da reunião na Coração Vermelho com antecedência e até abortou uma operação policial que planejava invadir a chácara e prender todos os participantes. O general preferiu deixar a reunião acontecer e manter o monitoramento por meio do agente infiltrado. Com isso, conseguiu pescar uma informação valiosa: o espião da Abin gravou a reunião e, na fita cassete, que também se encontra nos arquivos da agência, o padre Olivério Medina pode ser ouvido fazendo o anúncio da doação financeira aos petistas. Depois do anúncio, numa conversa com um grupo reduzido, o padre relatou como o dinheiro entraria no Brasil. Contou que sairia de Trinidad e Tobago, passaria pelos 300 pequenos empresários e chegaria a comitês regionais petistas.
Os documentos arquivados na Abin, sucessora do velho SNI do regime militar, são célebres por seus erros e equívocos, motivados em geral pela paranóia anticomunista de seus agentes na época da ditadura. Os papéis que relatam a transação em que as Farc prometem ajuda financeira a candidatos esquerdistas no Brasil também não são imunes a erros. A trajetória dos papéis na hierarquia do serviço de inteligência sugere, porém, que as informações partiram de um espião experiente que gozava da confiança de seus superiores. Os documentos mostram que as informações ali contidas foram checadas com afinco. Um relatório elaborado por um agente de base costuma ser examinado por um analista, que avalia, reúne, compara informações e sistematiza-as de acordo com o objetivo de cada missão – ou manda tudo para o lixo. O segundo filtro sobre a qualidade de uma informação é feito por um diretor de departamento, que recebe informações de outros setores e, em tese, está mais bem equipado para avaliar o conjunto das informações. Depois, tudo ainda vai ao diretor-geral da agência, que avalia se o assunto é ou não relevante e se deve ou não ser levado ao conhecimento do presidente da República. O documento 0095/3100, de 25 de abril de 2002, o principal entre todos os que narram as ligações entre militantes petistas e as Farc, passou por todas essas etapas e acabou com um carimbo de "secreto". Isso significa que suas informações eram críveis e seu conteúdo tinha consistência suficiente para ser levado ao conhecimento do presidente da República.
A primeira suspeita da generosidade financeira das Farc com esquerdistas brasileiros apareceu há dois anos, quando o deputado Alberto Fraga, hoje filiado ao PTB, contou que agentes da Abin lhe narraram a história. O deputado fez um discurso-denúncia sobre o assunto na tribuna da Câmara e tentou em vão abrir uma CPI. Não conseguiu recolher o número necessário de assinaturas de deputados. Sua denúncia não recebeu muito crédito, mas o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT paulista, procurou-o. Disse que estava incumbido pelo governo de processar Fraga e queria saber se o deputado tinha provas da denúncia que fizera. Fraga blefou. "Eu disse que podia até apresentar testemunhas em juízo." Diante disso, Greenhalgh nunca mais tocou no assunto, segundo Fraga. "Eu só falei para que ele tomasse cuidado com aquela história. Disse que ele poderia acabar sendo processado porque a história não era verdadeira", desmente Greenhalgh. "Eu não estava falando em nome do governo." Quando Fraga fez a denúncia, a Abin chegou a abrir uma investigação interna para descobrir quem era o responsável pelo vazamento. A apuração encontrou um responsável. O resultado está arquivado no Departamento de Inteligência.
As suspeitas em torno de ligações do PT com as Farc costumam servir para manipulações políticas, com o objetivo de envolver o partido com um grupo terrorista. Na campanha presidencial em 2002, por exemplo, o programa eleitoral do então candidato tucano, José Serra, chegou a perder preciosos minutos em direito de resposta por ter veiculado a acusação segundo a qual o PT teria ligações clandestinas com as Farc. O fato que agora vem a público, porém, está despido de motivações políticas – foi apurado por uma agência oficial, ficou nos arquivos e, hoje, tais arquivos estão sob o comando do investigado. Na quarta-feira passada, VEJA pediu esclarecimentos ao Gabinete de Segurança Institucional, abaixo do qual fica a Abin. Recebeu a resposta oficial na sexta-feira. Ei-la: "O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República informa que não vai se pronunciar a respeito". Quatro horas depois, o GSI emitiu outra resposta. Dizia com um tortuoso malabarismo verbal que a Abin investigou as Farc – o que, no fundo, não quer dizer nada. Seria uma investigação histórica medir a dimensão dos tentáculos das Farc no Brasil e o nível hierárquico em que eles chegaram a penetrar no partido que detém o Poder Executivo.

HOMENAGEM A CENTENA DE VÍTIMAS DO TERRORISMO NO BRASIL



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