terça-feira, 3 de agosto de 2010

Frases sobre política e sobre políticos

Político honesto é aquele que, depois de comprado, permanece comprado. (Simon Cameron)

Devia existir uma lei que obrigasse político e família de político a só estudar em escola pública e só se tratar em hospital público. Eu não dava um
ano para estar tudo uma maravilha. (Lauro Padilha)

Políticos e fraldas têm uma coisa em comum. Precisam ser trocados regularmente e pela mesma razão. (Paulo Langrov)

Amar o povo é fácil. O difícil é amar o próximo. (Henry Ford)

Se me virem dançando com uma mulher feia é porque a campanha já começou. (Juscelino Kubitschek)

Neste ano vamos votar nas prostitutas, porque votar nos filhos não resolveu. (Carlos E.Medeiros)

As pessoas nunca mentem tanto quanto depois de uma caçada, durante uma guerra ou antes de uma eleição. (Otto von Bismark)

O contribuinte é o único cidadão que trabalha pro governo sem ter de prestar concurso. (Ronald Reagan)

Em política é preciso curar os males e nunca vingá-los. (Napoleão Bonaparte)

Em política os remédios brandos agravam freqüentes vezes os males e os tornam incuráveis. (Marquês de Maricá)

Em política, as experiências significam revolução. (Benjamim Disraeli)

Em política, nada é desprezível. (Benjamim Disraeli)

Em política, o importante não é ter razão, mas que a dêem a alguém. (Konrad Adenauer)

Em política, o que começa com o medo acaba, geralmente, com a loucura. (Samuel Taylor Coleridge)

Em política, o que não é possível é falso. (Antonio Cánovas del Castillo)

Em política, sempre é preciso deixar um osso para a oposição roer. (Joseph Joubert)

Encontrou-se, em boa política, o segredo de fazer morrer de fome aqueles que, cultivando a terra, fazem viver os outros. (Voltaire)

Errar é humano. Culpar outra pessoa é política. (Hubert H. Humpherey)

Há duas maneiras de fazer política. Ou se vive para a política ou se vive da política. Nessa oposição não há nada de exclusivo. Muito ao contrário, em
geral se fazem uma e outra coisa ao mesmo tempo, tanto idealmente quanto na prática. (Max Weber)

Na política não há amigos, apenas conspiradores que se unem. (Victor Lasky)

Na política, a verdade deve esperar o momento em que todos precisem dela. (Bjornstjerne Bjornson)

Na política, os ódios comuns são a base das alianças. (Alexis de Tocqueville)

Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta. (John Kenneth Galbraith)

Os homens hão de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno. (Henry David Thoreau)

Política é como nuvem. Você olha e ela esta de um jeito. Olha de novo e ela já mudou. (Magalhães Pinto)

Política é como o show business: você tem uma estréia fantástica, desliza por algum tempo e acaba num inferno. (Ronald Reagan)

Política é quase tão excitante quanto a guerra, e quase tão perigosa. Na guerra, você só pode ser morto uma vez, mas, em política, muitas vezes.
(Sir Winston Churchill)

Quem não se ocupa de política já tomou a decisão política de que gostaria de se ter poupado: serve o partido dominante. (Max Frisch)

São poucos os políticos que sabem fazer política. Mas, quando um intelectual tenta entrar nesse meio, então é o fim do mundo. (Jorge Luis
Borges)

Talvez, para purificar a política, bastasse admitir à Câmara apenas gagos. (Louis Latzarus)

Toda a política do governo é cercar-se de garantias para se manter no poder. (Adão Myszak)

Todos os segredos da política consistem em mentir a propósito. (Jeanne Pompadour)

Um jovem promissor deveria ingressar na política para assim poder continuar prometendo por toda a vida! (Robert Byrne)

Uma guerra política é aquela em que todos atiram pelos lábios. (Raymond Moley)

Vencer na política não é tudo: é a única coisa. (Richard Nixon)

Como se pode governar um país que tem 246 espécies de queijo? (Charles de Gaulle)

Se governar fosse fácil, não seriam necessários espíritos iluminados. (Bertold Brecht)

Toda força será fraca, se não estiver unida.(La Fontaine)

Fi-lo porque qui-lo.  (E ele já havia sido professor de português...) (Jânio da Silva Quadros)

Só confio nas estatísticas que manipulei. (Winston Churchill)

Raramente começa a corrupção pelo povo. (Montesquieu)

Unidos ficamos de pé. Divididos, caímos. (J. Dickinson)

Toda a vossa força está na concórdia, e todo o vosso perigo na discórdia. (H. W. Longfellow)

Não faça nada contra a sua consciência, ainda que o Estado lhe peça. (Einstein)

Os poderosos são os poderosos, eles acham que precisam de poder, pois que fiquem com ele.(Gilberto Gil)

Nosso mal foi ter durado tanto tempo. (Ernesto Geisel)

Política é um charco. As pessoas de bem têm de andar com lenço no nariz.(Jefferson Peres)

O senado tem de deixar de ser catedral na frente e bordel nos fundos. (Bernardo Cabral)

 
Um radical é um homem com os dois pés firmemente plantados nas nuvens.(Franklin Roosevelt)

Só o erro é que precisa apoio do governo. A verdade, essa fica de pé por si própria. (Thomas Jefferson)

Os que mais governam são os que menos ruído fazem. (John Selden)

Nunca tive ódio de Pedro, nem quando ele fez as denúncias. (Fernando Collor de Mello)

O Brasil é a mais avançada democracia racial do mundo. (Gilberto Freyre)

Governar um grande país é como cozinhar um pequeno peixe. (Lao-Tsé)

O povo é aquela parte do Estado que não sabe o que quer. (Hegel)

Precisa ser dito ao povo brasileiro que o presidente quebrou o Brasil. (nthony Garotinho)

Sou o exato resultado do grau de consciência política da classe trabalhadora. (Lula)

O que move nossos políticos é o casuísmo. Sinceramente, sinto nojo. (Ciro Gomes)

O Lenin dizia que socialismo é igual a ferro mais energia. Hoje é educação mais educação. (Cristovam Buarque)

A política é a arte de nos servirmos dos homens, dando-lhes a crer que os servimos. (L. Dumur)

Em política, como em religião, o entusiasmo supõe a fé; a pura razão esfria. (Jaime Balmes)

Um liberal é um sujeito que deixa o recinto quando a briga começa. (Heywood Broun)

Sociedade sem hierarquia é casa sem escada. (A. Daudet)

Não há nada no socialismo que mais alguns anos ou algum dinheiro não possam curar. (Will Durant)

Acho que a história do Brasil é um romance sem heróis. (Raymundo Faoro)

Hoje vocês estão com o governo, amanhã vocês serão o governo. (Getúlio Vargas)

O poder é o afrodisíaco mais forte. (Kissinger)

Um político deve saber que o povo só quer a verdade. (Mário Covas)

Um povo só se rebela quando a opressão é geral. (Locke)

Nenhum partido político é tão ruim quanto seus líderes. (Will Rogers)

Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta. (Galbraith)

A paz, em assuntos internacionais, é um período de trapaça entre dois períodos de guerra. (Ambrose Bierce)

A política nos separa, mas a humanidade nos une. (Fidel Castro)

Em questões de Estado, cuide das formalidades e pode esquecer as moralidades. (Mark Twain)

Alguém já viu algum candidato a Presidente conversando com um milionário na televisão? (Art Buchwald)

Já poderíamos ter o socialismo, se não fosse pelos socialistas.(George B. Shaw)

Em política, o que começa com o medo acaba, geralmente, com a loucura. (S. T. Coleridge)

Política é a arte de conciliar os interesses próprios, fingindo conciliar os dos outros. (Menotti del Picchia)

Talvez seja a política a única profissão para a qual ninguém julga necessário o preparo. (R. L. Stevenson)

O objetivo do socialismo é elevar o nível de sofrimento. (Norman Mailer)

Os políticos são os mesmos em toda parte. Prometem construir pontes até onde não há rio. (Nikita Krushev)

Que parlamentar não houvera sido Judas! (A. Tournier)

Nas discussões políticas o calor está na razão inversa da doutrina. (J. C. Minchin)

Ao contrário do que se diz, pode-se enganar a muitos durante muito tempo. (James Thurber)

O povo deve ser tomado em doses bem pequenininhas. (Ralph Waldo Emerson)

O homem político é um animal. (Perry White)

As ocasiões fazem as revoluções. (Machado de Assis)

Toda autoridade é degradante. (Oscar Wilde)

O coração do homem de Estado deve estar na cabeça. (Napoleão Bonaparte)

A revolução é uma opinião que encontra o apoio das baionetas. (Napoleão Bonaparte)

A maioria dos que não querem ser oprimidos quer ser opressora. (Napoleão Bonaparte)

A experiência é a verdadeira sabedoria das nações. (Napoleão Bonaparte)

A palavra é livre, a ação muda, a obediência cega. (Schiller)

Quando o povo começa a raciocinar, é porque já está tudo perdido. (Voltaire)

As tempestades políticas são mais espantosas ainda que as atmosféricas. (Voltaire)

É perigoso ter razão em assuntos sobre os quais as autoridades estabelecidas estão erradas. (Voltaire)

A igualdade pode ser um direito, mas não há poder na Terra capaz de torná-la um fato. (Balzac)

Há duas coisas que denunciam igualmente o plebeu: o respeito e o ódio à aristocracia. (Vargas Vila)

A anistia é um fato com o qual os governos perdoam, quase sempre, as injustiças que cometeram. (Pierre Véron)

As maiorias nunca tem razão. (H. Ibsen)

Queremos saber o resultado da guerra, não a sua causa. (Sêneca)

A sociedade nasce das nossas carências; o governo da nossa maldade. (William Godwin)

Nos rios e nos maus governos o que vem à tona é a escória. (Benjamin Franklin)

O ministro deve morrer mais rico de boa fama e de benevolência que de haveres. (Maquiavel)

Só é durável a submissão voluntária. (Maquiavel)

O exército deve ser apenas o braço da nação, jamais a cabeça. (Pio Baroja)

Não vou formar Ministério antes de ganhar as eleições. Aí vai dar azar. (José Serra)

O que depende aqui é quem manda no governo. E eu sei mandar. (Ciro Gomes)

Não pergunteis o que vosso país pode fazer por vós; e sim, o que podeis fazer por ele. (John Kennedy)

Atenção : o cadáver de Marx ainda respira. (Nicanor Parra)

Não mandei matar ninguém. (Pinochet)

Faria tudo de novo. (Pinochet)

Grande mestre dos erros é o povo. (Juan Luis Vives)

Não sou um ditador. (Alfredo Stroessner)

Ninguém passa fome aqui. (Alfredo Stroessner)

Picasso é comunista ... eu também não. (Salvador Dali)

O homem não foi feito para a democracia. (Emílio Garrastazu Médici)

Eu gosto é de clarim e de quartel. (João Baptista Figueiredo)

Vocês não vão me convencer a derrubar o regime. (João Baptista Figueiredo)

O eleitor brasileiro ainda não tem o nível do eleitor americano, do eleitor francês. (João Baptista Figueiredo)

Não posso obrigar o povo a gostar de mim. Sou o que Sou. (João Baptista Figueiredo)

É como cruzamento de cavalo com vaca: não puxa carroça nem dá leite. (Senador José Alencar)

Não vamos botar o depois antes do antes. (Marco Maciel)

O PT é Talibã total. Nós temos de bombardear. (Cabul.Nizan Guanaes)

Esqueço, mas não perdôo. (Antonio Carlos Magalhães)

Quem olha para trás não olha para a frente. (Paulo Maluf)

Israel vai perseguir aqueles que derramam o sangue de seus cidadãos. (Ariel Sharon)

Quando a ordem é injusta, a desordem já um princípio de justiça. (Romain Roland)

O bem público é formado por um grande número de males privados. (Anatole France)

O que governa o mundo é o medo da verdade. (H. F. Amiel)

Os homens não querem a verdade; querem, apenas, que se lhes disfarce a mentira. (L. Dumur)

O poder absoluto não tem vassalos, tem escravos. (Emilio Castelar)

A utopia é o princípio de todo progresso e o esboço de um futuro melhor. (Anatole France)

Há três coisas que levam à ruina: jogo, mulheres e tecnocratas. (Georges Pompidou)

A solução para a crise da Argentina passa pelo Partido Justicialista e, modestamente, por mim. (Carlos Menem)

Vamos ver quem pode mais. (Hugo Chávez)

A autoridade é a coroa da velhice. (Plutarco)

A democracia nos faz capazes de dizer não ao chefe. (Huxley)

A corrupção é o mais infalivel sintoma de liberdade constitucional. (E. Gibbon)

O Estado cumpre o seu objetivo quando assegura a liberdade de todos. (Kant)

Não fiz tudo o que eu quis. É sempre difícil. (Fernando Henrique Cardoso)

Sinto saudade da piscina do Alvorada. (Fernando Henrique Cardoso)

Até Lenin fez concessões a multinacionais. (José Genoino)

Creio firmemente que a revolução é a fonte do direito. (idel Castro)

O homem nunca encontrou uma definição para a palavra liberdade. (Abraham Lincoln)

A lei deve ser breve para que dela facilmente os leigos. (Sêneca)

Numa nação corrompida, muitas são as leis que se fazem. (Tácito)

Gostaria de cometer só erros novos. Cometer erros do passado não é justo com o país. (Antonio Palocci)

As coisas são mais difíceis do que a gente imagina. (Luiz Inácio Lula da Silva)

O mercado está nervoso? Eu estou calmo. (Luiz Inácio Lula da Silva)

Nunca aceitei o rótulo de esquerda. (Luiz Inácio Lula da Silva)

Não deixarei murchar a esperança. (José Sarney)

Eu choro, e daí? (João Paulo Cunha)

É um perigo possuir alguém mais bom senso que os que o rodeiam. (C. M. Wieland)

Não há no homem coisa melhor do que os seus novos sentimentos e as suas velhas idéias. (Joseph Joubert)

Um pouco de sinceridade é coisa perigosa, muita é fatal. (Oscar Wilde)

Não há causa tão má que não encontre o seu advogado. (François Rabelais)

Não há afronta onde não há culpa. (Manuel del Palacio)

O ceticismo é a fé das almas fracas. (Louis Bonald)

Saddam Hussein é lixo para ser recolhido. (General Colin Powell)

A força de dar direitos a todos, a democracia é o regime que mais seguramente mata a bondade. (A. Guinon)

A individualidade é o alvo da liberdade política. (J. Fenimore Cooper)

A independência é, para as nações, o que é a honra para os indivíduos. (Juan de Mariana)

Só uma coisa melhorou neste país: a qualidade da oposição. (Arthur Virgílio)

Sou um presidente de guerra. (George W. Bush)

A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos. O político deve ser capaz de prever o que vai
acontecer amanhã, no próximo mês e no próximo ano, e de explicar depois o porquê de não ter acontecido. (Winston Churchill)


Inversão de valores

Imaginemos que as pequenas lojas e indústrias, baseadas em pequenos centros pelo interior do país, depois de décadas de dependência de grandes redes e de empresas poderosas de matéria prima, passassem de clientes a fornecedores, deixassem de acatar preços e começassem a ditar preços e repentinamente comprassem grandes conglomerados e potencias que comandavam as regras de mercado.

É o que está acontecendo em nosso planeta que sempre foi comandado pelas grandes empresas americanas, japonesas e européias. Nas últimas décadas, o mundo viu as maiores economias mundial, aplicando grandes quantias em armamentos e defesa de seus interesses alegando a “segurança global”, deixando de aplicar trilhões de dólares na melhoria de suas empresas e da sua população.

Temos hoje as grandes potencias, a um passo da dependência dos países emergentes, pois no ano passado, vieram daqueles que estão fora do G8 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos) dois terços do crescimento econômico global e com previsão de que suas economias se expandam cerca de 6,7% em 2008, contra 1,3% para os Estados Unidos, o Japão e os países que integram a moeda única Euro.

Essa mudança no poder econômico tem implicações que ainda não foram captadas pelos países do G8, e principalmente os Estados Unidos, que dizem garantir a segurança global a um grande custo e tentarão dividir esse ônus, para que a nova onda econômica mundial de riqueza dos países emergentes seja refletida em uma multi-divisão de tarefas e de compromissos.

Mas de onde vem essa nova onda? Em partes do petróleo que disparou os preços e levou junto todos os commodities, e dos metais e minerais que são extraídos principalmente nos países em desenvolvimento. Quando as hipotecas começaram a “estourar” nos Estados Unidos, o Brasil “estourava” fogos pela descoberta de novos poços de petróleo encontradas pela Petrobrás em águas profundas (e a Petrobrás é “expert” mundial nesse tipo de exploração) e também pela boa aceitação mundial do álcool (etanol) de cana-de-açúcar em expansão em terras brasileiras. Essa alta nos produtos primários gerou uma alavancagem de dólares nos caixas do terceiro mundo, com esses países conseguindo algo há muito tempo esperado que são os superávits nas balanças e países como o Brasil chegando a anunciar que passamos de devedores a credores mundiais.

Aqui, na China, e na Índia, algumas empresas nacionais saem comprando empresas americanas, canadenses e européias, como se compra um produto no supermercado. Analistas da Thomson Reuters, dizem que as fusões e aquisições nos mercados emergentes estão em alta de 17% no ano, crescendo para US$ 218 bilhões, enquanto no restante do mundo estão em queda de 43%, para US$ 991 bilhões. Se analisarmos os relatórios de 2007 sobre investimento mundial da United Nations Conference on Trade and Development - Unctad vemos que o investimento estrangeiro direto no mundo em desenvolvimento totalizou US$ 193 bilhões em 2006, em comparação com a média anual para a década de 1990 de US$ 54 bilhões. Os números para os EUA em 2006 foram de US$ 216,6 bilhões. Isso na prática mostra porque recentemente a Tata Motors da Índia, comprou a Land Rover e Jaguar, da Ford, por US$ 2,3 bilhões. Da Índia vem também a Vendanta Resources que na semana passada ofereceu US$ 2,6 bilhões para a compra da mineradora norte-americana de cobre, Asarco e que gerou uma contestação por parte do Grupo México que também tinha interesse na compra da empresa. Vemos nesse caso, um fato inusitado onde uma empresa de um país emergente da Ásia e outro latino-americano, disputam uma empresa dos Estados Unidos. A Tata Steel comprou no ano passado, a siderúrgica anglo-holandesa Corus Group, por US$ 12 bilhões. A nossa Cia. Vale do Rio Doce (agora simplesmente Vale), entrou pesado sobre uma mineradora de níquel do Canadá chamada Inco, e comprou por US$ 17 bilhões em 2006 e agora em 2008 quase comprou a mineradora anglo-suíça Xstrata por US$ 90 bilhões.

O negócio está tão bom, que a Vale está esnobando os Estados Unidos e concentrando sua vendas e seus negócios, na Ásia. Conforme os executivos da Vale, os Estados Unidos estão endividados e é imperativo estar na Ásia, porque lá que estão o crescimento, o capital e a ambição. Afinal de contas, a China responderá por 55% do consumo de minério de ferro, 31,6% do níquel e 42% do alumínio até 2012.

As países dessas novas empresas gigantes estão sendo chamados de “Newly Acquisitive Nations”, ou simplesmente NAN (países recém-compradores). E mais uma boa notícia, é que os emergentes ainda acusam o G8 de predadores de suas fontes naturais e poluidores responsáveis pelo buraco na camada de ozônio.

A verdade é que os emergentes estão com o mercado interno em expansão e todos tem uma ambição global que lhes foi castrada durante décadas. É comum hoje nos fóruns internacionais, os líderes empresariais em destaque pertencerem a Petrobrás ou a Vale e os representantes dos países de primeiro mundo, sentirem-se insignificantes. Não é por menos, pois a Petrobras, que está à frente do vigoroso esforço do Brasil em direção à auto-suficiência depois da pesada dependência de petróleo importado, há 30 anos, vai mais que duplicar a produção de petróleo para 4,2 milhões de barris diários até 2015, dos atuais 1,9 milhão de barris.

A globalização gerou uma inusitada “inversão de valores”, não esperada pelos europeus e principalmente pelos norte-americanos. Concluímos que essa nova onda é como um mundo invertido, onde além das economias emergentes que se tornaram potencias dominantes nas exportações mundiais em poucos anos, também as suas empresas estão em evidência na economia do planeta, desbancando aqueles que comandaram o cenário global nos séculos passados.

O século 21 não poderá tratar os emergentes da mesma maneira que sempre tratou e o Brasil começa a gritar pelo mundo defendendo seu etanol, a amazônia e atacando com firmeza os países que subsidiam fortemente seus produtos em prejuízo dos países mais pobres. Mas não devemos acreditar que eles aceitarão simplesmente a nova força e certamente represálias ocorrerão e o Brasil deve estar atento e preparado para defender seus interesses e conseguir aproveitar esse momento de euforia econômica favorável, para melhorar as condições de vida do povo brasileiro.

Fonte: Lauro Padilha - Presidente do Partido Verde Executiva Ponta Grossa - Candidato a Deputado Estadual pelo PV - www.padilha43345.blogspot.com

O mundo está de cabeça para baixo

Durante algum tempo o mundo foi plano. Agora ele está de cabeça para baixo. Para compreender isso, inverta sua forma de raciocinar. Veja o mundo desenvolvido como dependente do mundo em desenvolvimento, em vez do outro modo. Entenda que dois terços do crescimento econômico global no ano passado vieram dos países emergentes, cujas economias vão se expandir cerca de 6,7% em 2008, contra 1,3% para os Estados Unidos, o Japão e os países da zona do euro. A drástica elevação nos preços de energia, commodities, metais e minerais produzidos principalmente no mundo em desenvolvimento explica parte dessa mudança. Isso criou os superávits de balança de pagamentos que abastecem a enxurrada de dólares para os ricos fundos soberanos em países como a China. Eles se divertem escolhendo uma participação na BP aqui, uma parte do Morgan Stanley ali e, porque não, umas lascas na Total. Nós, espécies paleolíticas do mundo desenvolvido somos alvos das críticas dos novos ricos agora, com nosso papel de predador exaurido. Os Estados Unidos e a Europa poderão em breve necessitar de toda a caridade que conseguirem obter. Para dar uma idéia melhor dessa inversão, ajuda estar no Brasil, onde o inverno (forma de falar) chega com o verão no hemisfério norte, e o otimismo econômico, tão exuberante quanto a vegetação, aumenta no mesmo ritmo acelerado das execuções de hipotecas nos Estados Unidos.Imensas descobertas de petróleos nos campos em alto mar, um boom no etanol de cana-de-açúcar, vastas reservas de terras aráveis não utilizadas, riqueza mineral e abundante água fresca contribuem para o entusiasmo brasileiro. Mas os recursos naturais formam apenas uma parte da história. Como na China e na Índia, um mercado interno em expansão está impulsionando o crescimento. Da mesma forma, está aumentando a sofisticação corporativa e a ambição global.

No Fórum Nacional anual - uma reunião de líderes empresariais - senti-me como um insignificante representante do primeiro mundo enquanto os líderes da companhia nacional de energia Petrobras (maior que a BP, a Shell e a Total) e Companhia Vale do Rio Doce, ou CVRD (a segunda maior mineradora do mundo), despejavam estatísticas assombrosas. A Petrobras, que está à frente do vigoroso esforço do Brasil em direção à auto-suficiência depois da pesada dependência de petróleo importado, há 30 anos, vai mais que duplicar a produção de petróleo para 4,2 milhões de barris diários em 2015, dos atuais 1,9 milhão de barris."Com as mais recentes descobertas, o Atlântico Sul vai se tornar um imenso produtor de petróleo", prevê José Sérgio Gabrielli de Azevedo, seu principal executivo. Roger Agnelli da CVRD dispensa os Estados Unidos ("tem muitas dívidas") para concentrar-se nas ambições da empresa na Ásia. É imperativo estar lá, ele disse, porque é lá que estão o crescimento, o capital e a ambição. A China, ele observou, responderá por 55% do consumo de minério de ferro, 31,6% do níquel e 42% do alumínio até 2012. Não é preciso dizer mais nada.

Como muitas outras grandes corporações dos mercados emergentes, a CVRD está realizando uma série de aquisições. Não são apenas os fundos soberanos que estão adquirindo empresas no primeiro mundo hoje em dia. São os novos gigantes do NAN ("Newly Acquisitive Nations" ou países recém-compradores).As fusões e aquisições nos mercados emergentes estão em alta de 17% no ano, crescendo para US$ 218 bilhões, enquanto no restante do mundo estão em queda de 43%, para US$ 991 bilhões, segundo a Thomson Reuters.O Relatório de 2007 sobre Investimento Mundial da Unctad disse que o investimento estrangeiro direto no mundo em desenvolvimento totalizou US$ 193 bilhões em 2006, em comparação com a média anual para a década de 1990 de US$ 54 bilhões. Os números para os EUA em 2006 foram de US$ 216,6 bilhões.

A CVRD comprou a Inco do Canadá, uma mineradora de níquel, por US$ 17 bilhões em 2006. Quase comprou a mineradora anglo-suíça Xstrata por US$ 90 bilhões este ano. Na semana passada, a Vendanta Resources da Índia, chegou a um acordo de US$ 2,6 bilhões para a compra da mineradora norte-americana de cobre, Asarco. Esse acerto está sendo contestado pelo Grupo México, criando um combate latino-americano-asiático por uma empresa dos EUA.

Se você está achando difícil compreender isso, tente ficar de cabeça para baixo. Essa também é uma boa posição para se apreciar a compra da Land Rover e Jaguar, da Ford, pela Tata Motors da Índia por US$ 2,3 bilhões, ou a aquisição, pela Tata Steel, no ano passado, da siderúrgica anglo-holandesa Corus Group, por US$ 12 bilhões.A globalização agora é uma via de mão dupla; na verdade, é uma rua indiana com o tráfego insinuando-se em todas as direções. "Em um mundo invertido, não só as economias em desenvolvimento tornaram-se forças dominantes nas exportações globais, no espaço de uns poucos anos, como suas empresas estão se transformando em importantes players na economia global, desafiando os poderosos que dominaram o cenário internacional no século 20", disse Cláudio Frischtak, economista e consultor brasileiro.

A mudança que está acontecendo no poder econômico tem implicações que ainda não foram captadas pelo mundo desenvolvido. Claro que o G-8 e a constituição dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU precisam ser mudados para refletir essa mudança. O século 21 não poderá ser conduzido com instituições do século 20. Isso é óbvio. Menos óbvio é saber como os Estados Unidos, que garantem a segurança global a um grande custo, começarão a dividir esse ônus, para que a nova multi-polaridade de riqueza seja refletida em uma multi-polaridade de compromissos.A postura de lótus (em Yoga, apoiando-se sobre a cabeça) é adequada para o próximo presidente dos EUA.


Fonte: Roger Cohen* Rio de Janeiro

*Roger Cohen é editor do The International Herald Tribune Tradução: Claudia Dall'Antonia.


For a while the world was flat. Now it's upside down.
To understand it, invert your thinking. See the developed world as depending on the developing world, rather than the other way round. Understand that two-thirds of global economic growth last year came from emerging countries, whose economies will expand about 6.7 percent in 2008, against 1.3 percent for the United States, Japan and euro zone states.
The sharp rise in prices for energy, commodities, metals and minerals produced mainly in the developing world explains part of this shift. That has created the balance of payments surpluses fueling dollar-dripping sovereign wealth funds in the gulf and East Asia. They amuse themselves picking up a stake in BP here, a chunk of Morgan Stanley there, and why not a sliver of Total.
We of the developed-world Paleolithic species are fair game for the upstarts now, our predator role exhausted. The U.S. and Europe may one day need all the charity they can get.
To place this inversion in focus, it helps to be in Brazil, where winter (so to speak) arrives with the Northern Hemisphere summer, and economic optimism, as exuberant as the vegetation, increases at the same brisk clip as U.S. foreclosures.
Huge offshore oil finds, a sugarcane ethanol boom, vast reserves of unused arable land, mineral wealth and abundant fresh water contribute to Brazilian buoyancy. But natural resources are only part of the story. As in China and India, an expanding internal market is bolstering growth. So is increasing corporate sophistication and global ambition.
At the annual National Forum, a gathering of business leaders, I felt like a first-world pipsqueak as leaders of the national energy company Petrobras (bigger than BP, Shell and Total) and Companhia Vale do Rio Doce, or C.V.R.D. (the world's second largest mining company), reeled off head-turning statistics.
Petrobras, which has spearheaded Brazil's push to self-sufficiency from heavy dependence on imported oil 30 years ago, will more than double oil production to 4.2 million barrels a day in 2015 from 1.9 million barrels today.
"With the latest discoveries, the South Atlantic will become a huge oil producer," predicted Jose Sergio Gabrielli de Azvedo, its chief executive.
Roger Agnelli of C.V.R.D. waved away the United States ("It's full of debt") to focus on the company's ambitions in Asia. It was imperative to be there, he said, because that's where growth, capital and ambition are. China, he noted, will account for 55 percent of iron ore consumption, 31.6 percent of nickel, and 42 percent of aluminum by 2012. Case closed.
Like many other big emerging-market corporations, C.V.R.D. has been on a buying spree. It's not just sovereign wealth funds that are acquiring first-world companies these days. It's the new giants of the NAN (Newly Acquisitive Nations).
Emerging-market mergers and acquisitions are up 17 percent this year to $218 billion, while for the rest of the world they're down 43 percent to $991 billion, according to Thomson Reuters.
The 2007 Unctad World Investment Report said developing-world direct foreign investment totaled $193 billion in 2006, compared with a 1990s annual average of $54 billion. The U.S. 2006 figure was $216.6 billion.
C.V.R.D. bought Canada's Inco, a nickel miner, for $17 billion in 2006. It came close to acquiring the Anglo-Swiss miner Xstrata for $90 billion this year. Just last week, India's Vedanta Resources reached a $2.6 billion deal to buy U.S. copper miner Asarco.
That deal is being challenged by Grupo Mexico, creating a Latin-American-Asian fight for a U.S. company.
If you have trouble getting your mind around that, try standing on your head.
That's also a good position from which to view India's Tata Motors agreeing to buy Land Rover and Jaguar from Ford for $2.3 billion, or Tata Steel's acquisition last year of the Anglo-Dutch Corus Group steel company for $12 billion.
Globalization is now a two-way street; in fact it's an Indian street with traffic weaving in all directions.
"In an inverted world, not only have developing economies become dominant forces in global exports in the space of a few years, but their companies are becoming major players in the global economy, challenging the incumbents that dominated the international scene in the 20th century," said Claudio Frischtak, a Brazilian economist and consultant.
A shift in economic power is under way to which the developed world has not yet adjusted. Of course the G-8 and the permanent membership of the U.N. Security Council need to be expanded to reflect this change. The 21st century can't be handled with 20th-century institutions.
That's obvious. Less obvious is how the United States, which underwrites global security at vast expense, begins to share this burden, so that the new multi-polarity of wealth is reflected in a multipolarity of security commitments.
Headstands are in order for the next U.S. president.

Mercosul: Acordo sobre o Aquífero Guarani

A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai,

Animados pelo espírito de cooperação e de integração que preside suas relações e com o propósito de ampliar o alcance de suas ações concertadas para a conservação e aproveitamento sustentável dos recursos hídricos transfronteiriços do Sistema Aquífero Guarani, que se encontra localizado em seus territórios;

Tendo presente a resolução 1803 (XVII) da Assembleia-Geral das Nações Unidas relativa à soberania permanente sobre os recursos naturais;

Tendo presente, ainda, a resolução 63/124 da Assembleia-Geral das Nações Unidas sobre o Direito dos Aquíferos Transfronteiriços;

Tendo presentes os princípios sobre proteção dos recursos naturais e a responsabilidade soberana dos Estados no que se refere a seu aproveitamento racional, como está expresso na Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, Estocolmo, 1972;

Conscientes da responsabilidade de promover o desenvolvimento sustentável em benefício das gerações presentes e futuras de conformidade com a Declaração do Rio de Janeiro sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1992;

Levando em conta as conclusões da Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável nas Américas, de Santa Cruz de la Sierra, 1996, e as conclusões da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo, 2002;

Considerando os progressos alcançados com respeito ao desenvolvimento harmônico dos recursos hídricos e à integração física de conformidade com os objetivos do Tratado da Bacia do Prata, firmado em Brasília, 1969;

Apoiados no processo de integração fortalecido pelo Acordo-Quadro sobre Meio Ambiente do MERCOSUL, firmado em Assunção, 2001;

Motivados pelo desejo de ampliar os níveis de cooperação para um maior conhecimento científico sobre o Sistema Aquífero Guarani e a gestão responsável de seus recursos hídricos;

Tendo presente que os valiosos resultados do “Projeto para a Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero Guarani”,

Acordam o seguinte:

Artigo 1

O Sistema Aquífero Guarani é um recurso hídrico transfronteiriço que integra o domínio territorial soberano da República Argentina, República Federativa do Brasil, República do Paraguai e República Oriental do Uruguai, que são os únicos titulares desse recurso e doravante serão denominados “Partes”.

Artigo 2

Cada Parte exerce o domínio territorial soberano sobre suas respectivas porções do Sistema Aquífero Guarani, de acordo com suas disposições constitucionais e legais e de conformidade com as normas de direito internacional aplicáveis.

Artigo 3

As Partes exercem em seus respectivos territórios o direito soberano de promover a gestão, o monitoramento e o aproveitamento sustentável dos recursos hídricos do Sistema Aquífero Guarani, e utilizarão esses recursos com base em critérios de uso racional e sustentável e respeitando a obrigação de não causar prejuízo sensível às demais Partes nem ao meio ambiente.

Artigo 4

As Partes promoverão a conservação e a proteção ambiental do Sistema Aquífero Guarani de maneira a assegurar o uso múltiplo, racional, sustentável e equitativo de seus recursos hídricos.

Artigo 5

Quando as Partes se propuserem a empreender estudos, atividades ou obras relacionadas com as partes do sistema Aquífero Guarani que se encontrem localizadas em seus respectivos territórios e que possam ter efeitos além de suas respectivas fronteiras deverão atuar de conformidade com os princípios e normas de direito internacional aplicáveis.

Artigo 6

As Partes que realizarem atividades ou obras de aproveitamento e exploração do recurso hídrico do Sistema Aquífero Guarani em seus respectivos territórios adotarão todas as medidas necessárias para evitar que se causem prejuízos sensíveis às outras Partes ou ao meio ambiente.

Artigo 7

Quando se causar prejuízo sensível a outra ou outras Partes ou ao meio ambiente, a Parte que cause o prejuízo deverá adotar todas as medidas necessárias para eliminá-lo ou reduzi-lo.

Artigo 8

As Partes procederão ao intercâmbio adequado de informação técnica sobre estudos, atividades e obras que contemplem o aproveitamento sustentável dos recursos hídricos do Sistema Aquífero Guarani.

Artigo 9

Cada Parte deverá informar às outras Partes sobre todas as atividades e obras a que se refere o Artigo anterior que se proponha a executar ou autorizar em seu território e que possam ter efeitos no Sistema Aquífero Guarani além de suas fronteiras. A informação seguirá acompanhada de dados técnicos disponíveis, incluídos os resultados de uma avaliação dos efeitos ambientais, para que as Partes que receberem a informação possam avaliar os possíveis efeitos de tais atividades e obras.

Artigo 10

1. A Parte que considerar que uma atividade ou obra, a que se refere o Artigo 8, que se proponha autorizar ou executar outra Parte, possa, a seu juízo, ocasionar-lhe um prejuízo sensível, poderá solicitar a essa Parte que lhe transmita os dados técnicos disponíveis, incluídos os resultados de uma avaliação dos efeitos ambientais.

2. Cada Parte facilitará os dados e a informação adequada requeridos por outra ou outras Partes a respeito de atividades e obras projetadas em seu respectivo território e que possam ter efeitos além de suas fronteiras.

Artigo 11

1. Se a Parte que recebe a informação prestada nos termos do parágrafo 1 do Artigo 10 chegar à conclusão de que a execução das atividades ou obras projetadas pode causar-lhe prejuízo sensível, indicará suas conclusões à outra Parte com uma exposição documentada das razões em que elas se fundamentam.

2. Neste caso, as duas Partes analisarão a questão para chegar, de comum acordo e no prazo mais breve possível, compatível com a natureza do prejuízo sensível e sua análise, a uma solução equitativa com base no princípio de boa fé, e tendo cada Parte em conta os direitos e os legítimos interesses da outra Parte.

3. A Parte que proporciona a informação não executará nem permitirá a execução de medidas projetadas, sempre que a Parte receptora lhe demonstre prima facie que estas atividades ou obras projetadas lhe causariam um prejuízo sensível em seu espaço territorial ou em seu meio ambiente. Neste caso, a Parte que pretende realizar as atividades e as obras se absterá de iniciá-las ou de continuá-las enquanto durem as consultas e as negociações, que deverão ser concluídas no prazo máximo de seis meses.

Artigo 12

As Partes estabelecerão programas de cooperação com o propósito de ampliar o conhecimento técnico e científico sobre o Sistema Aquífero Guarani, promover o intercâmbio de informações sobre práticas de gestão, assim como desenvolver projetos comuns.

Artigo 13

A cooperação entre as Partes deverá desenvolver-se sem prejuízo dos projetos e empreendimentos que decidam executar em seus respectivos territórios, de conformidade com o direito internacional.

Artigo 14

As Partes cooperarão na identificação de áreas críticas, especialmente em zonas fronteiriças que demandem medidas de tratamento específico.

Artigo 15

Estabelece-se, no âmbito do Tratado da Bacia do Prata, e de acordo com o Artigo VI desse Tratado, uma Comissão integrada pelas quatro Partes, que coordenará a cooperação entre si para o cumprimento dos princípios e objetivos deste Acordo. A Comissão elaborará seu próprio regulamento.

Artigo 16

As Partes resolverão as controvérsias em que sejam partes, relativas à interpretação ou aplicação do presente Acordo, mediante negociações diretas, e informarão ao órgão previsto no Artigo anterior sobre tais negociações.

Artigo 17

Se mediante as negociações diretas não se alcançar um acordo dentro de um prazo razoável ou se a controvérsia for solucionada apenas parcialmente, as Partes na controvérsia poderão, de comum acordo, solicitar à Comissão que se menciona no Artigo 15 que, mediante exposição prévia das respectivas posições, avalie a situação e, se for o caso, formule recomendações.

Artigo 18

O procedimento descrito no Artigo anterior não poderá estender-se por um prazo superior a sessenta dias a partir da data em que as Partes solicitaram a intervenção da Comissão.

Artigo 19

1. Quando a controvérsia não possa ser solucionada de acordo com os procedimentos previstos nos Artigos precedentes, as Partes poderão recorrer ao procedimento arbitral a que se refere o parágrafo 2 deste Artigo, comunicando sua decisão ao órgão previsto no Artigo 15.

2. As Partes estabelecerão um procedimento arbitral para a solução de controvérsias em protocolo adicional a este Acordo.

Artigo 20

O presente Acordo não admitirá reservas.

Artigo 21

1. O presente Acordo entrará em vigor no trigésimo dia contado a partir da data em que tenha sido depositado o quarto instrumento de ratificação.

2. O presente Acordo terá duração ilimitada.

3. A República Federativa do Brasil será depositária do presente Acordo e dos instrumentos de ratificação, notificará às demais Partes a data dos depósitos desses instrumentos e enviará cópia devidamente autenticada do presente Acordo às demais Partes.

Artigo 22

1. As Partes poderão denunciar o presente Acordo mediante notificação escrita ao depositário. A denúncia surtirá efeito um ano depois da data em que tenha sido recebida a notificação, a menos que se assinale data posterior.

2. A denúncia não afetará qualquer direito, obrigação ou situação jurídica dessa Parte que resulte da execução do Acordo antes de seu término com respeito a essa Parte.

3. A denúncia não dispensará a Parte que a formule das obrigações em matéria de solução de controvérsias previstas no presente Acordo. Os procedimentos de solução de controvérsias em curso continuarão até sua finalização e até que os acordos alcançados (ou) decisões (ou sentenças) sejam cumpridos.

Feito em San Juan, República Argentina, aos 2 dias do mês de agosto de 2010, em um original nos idiomas português e espanhol.

Fonte: Mercosul: Acordo sobre o Aquífero Guarani | Política Externa Brasileira


Fonte: http://www.politicaexterna.com/archives/12498

O Brasil para os brasileiros


diogo mainardes"Só desembarcam aqui os turistas mais
desavisados.
Ou os que buscam sexo barato.
Não
temos monumentos. Não temos ruínas
arqueológicas. Nossas cidades históricas são
um amontoado de
casebres ordinários e
igrejas com
santos disformes" (Diogo Mainardi)

Eu tenho uma regra. Uma regra elementar. Qualquer um pode segui-la. Funciona sempre. Quando a imprensa publica repetidas reportagens sobre o aumento do turismo brasileiro para os Estados Unidos, está na hora de juntar suas economias, ir correndo até o cambista da esquina e trocar tudo por dólares. Em seis meses, seu dinheiro terá dobrado de valor. Não há a menor possibilidade de erro. Outro dia, O Globo publicou uma reportagem dessas. Continha cinco sinais inequívocos de descalabro cambial: 1) Depois de dois anos, a loja de departamentos americana Bloomingdale's voltou a exibir a bandeira verde-amarela em sua fachada. 2) Os vôos da Varig para os Estados Unidos estão com a lotação completa para os próximos três meses. 3) As escolas de esqui no Colorado agora oferecem cursos em português. 4) A Disney estima um crescimento de 17,2% de visitantes brasileiros em Orlando. 5) Uma vereadora do Partido Verde do Rio de Janeiro foi passar as férias com a família em Nova York e aproveitou para assistir à montagem do espetáculo A Gaiola das Loucas, na Broadway. Trata-se da mesma vereadora cujo caminhão de som me acordou diariamente durante a última campanha eleitoral. Escute o conselho de seu amigo Diogo. Os números não batem. O real irá despencar. Ponha o carro à venda e compre dólares. Ponha o apartamento à venda e compre dólares. Depois me escreva agradecendo.

Não que haja algo de errado em querer viajar para os Estados Unidos. Pelo contrário. Quem nunca foi até lá deve pegar o primeiro avião e se mandar imediatamente. Entre viajar para os Estados Unidos e rodar pelo Brasil, é muito mais recompensador viajar para os Estados Unidos. O potencial turístico brasileiro costuma ser grandemente superestimado. Jamais seremos uma meta preferencial dos estrangeiros. O país tem pouco a oferecer. Só desembarcam aqui os turistas mais desavisados. Ou então os que buscam sexo barato. O mundo está cheio de lugares mais atraentes que o Brasil. Da Tunísia à Croácia, da Indonésia à Guatemala. Temos muitas praias. Mas nosso mar é feio. Turvo. Desbotado. Com despejos de esgoto. Pouco peixe. Peixe ruim. Chove demais. Chove o ano todo. Não temos monumentos. Não temos ruínas arqueológicas. Nossas cidades históricas são um amontoado de casebres ordinários e igrejas com santos disformes. Não temos o que vender porque não sabemos fazer nada direito. Não temos museus. Sou um pervertido, e teria o maior interesse em conhecer o museu da Base Aérea de Brasília, onde está exposta a taça de champanhe manchada de batom que dona Marisa usou na inauguração do avião presidencial. Mas como convencer um turista dinamarquês de que vale a pena fazer o mesmo? Nossas florestas estão sempre em chamas. Não sabemos comer. Desrespeitamos as normas básicas de higiene, contaminando os estrangeiros e a nós mesmos. Roubamos. Com um pouco de sorte, até matamos. O Brasil só serve para os brasileiros. A Embratur deveria parar de fazer propaganda enganosa sobre o país no exterior. Por falar em exterior, para onde vamos no Carnaval?

 


Fonte: http://veja.abril.com.br/260105/mainardi.html
Diogo Mainardi

domingo, 1 de agosto de 2010

A interface conveniente do PT

São “convenientes”, para Michael Foucault, “as coisas que, aproximando-se umas das outras, vêm a se emparelhar, tocam-se nas bordas, suas franjas se misturam, a extremidade de uma designa o começo da outra”. Ainda quando do primeiro mandato do Presidente Lula, ou talvez mesmo antes, o PT tornou-se muito do que sempre foi o PSDB, em etapas determinadas pelo pragmatismo: o eleitoral, o da “governabilidade” e do poder.

PT e PSDB não são o “avesso do avesso”. Não por acaso se aproximam politicamente. Assumirem-se “convenientes” tornou-se crucial para ambos. Os chamados radicais do Partido dos Trabalhadores sabem das contradições ou “desafios ideológicos”, enfrentados pelos partidos, quando conquistam o poder. Conciliar o passado ao que o presente determina é o maior destes desafios.

Aliança política é a síntese deste pragmatismo, e mesmo os “radicais socialistas” deram demonstrações deste quando chegaram ao poder: bem souberam “ocupar os espaços” - o que somente foi possível graças às alianças partidárias construídas, inicialmente, pelos mesmos setores do PT que assumiram a interface do PSDB e que hoje, por conseqüência, defendem a união entre os dois partidos.

As semelhanças entre um e outro, não por acaso, pontuam o Governo Lula, principalmente quanto à economia. Não faz mais sentido se negarem, nem faz sentido que os setores mais à esquerda insistam em negar que também se tornaram pragmáticos em nome do poder, tão pragmáticos quanto os radicais liberais do PSDB.

PT e PSDB não são a mesma coisa. Mas vivem, citando novamente Foucault, “um estado de emulação, uma espécie de geminação natural das coisas; nasce de uma dobra do ser”. Os dois são como “a imagem de dois gêmeos que se assemelham perfeitamente, sem que seja possível a ninguém dizer qual deles trouxe ao outro sua similitude (semelhança)”.

Alex Nascimento

alex.nascimento.redacao@gamil.com

Jornalista e Professor

LISTAS DA FORBES

Lendo a Forbes agora, olhava a lista dos 25 líderes mundiais mais influentes e comparava com a anterior onde o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva figurava em 1° lugar. Na atual lista ele cai para invejável 19° lugar e Sarah Palin (ex-governadora do Alasca e candidata a vice na chapa republicana) que era a 9ª colocada, ocupa a 1ª posição atualmente. A lista antiga completa que segue logo abaixo separa as influências em Líderes, Herois, Artistas, Pensadores, etc e na lista geral atual o fenômeno Lady Gaga lidera com folgas e o Presidente Lula aparece atrás Hugo Chavez em 151° colocação. Na sequência tem uma lista baseada nas Redes Sociais, onde o Presidente Barack Obama figura em primeiro lugar seguido da Lady Gaga e o Presidente Lula figura em 43° lugar.

  LISTA ANTIGA   LISTA ATUAL
1 Luiz Inácio Lula da Silva 1 Sarah Palin
2 J.T. Wang 2 Nancy Pelosi
3 O almirante Mike Mullen 3 Scott Brown
4 Barack Obama 4 Barack Obama
5 Ron Bloom 5 Manmohan Singh
6 Yukio Hatoyama 6 Sheik Khalifa bin Zayed al Nahyan ,
7 Dominique Strauss-Kahn 7 General McChrystal Stanley
8 Nancy Pelosi 8 Annise Parker
9 Sarah Palin 9 Glenn Beck
10 Salam Fayyad 10 O almirante Mike Mullen
11 Jon Kyl 11 Yukio Hatoyama
12 Glenn Beck 12 Mark Carney
13 Annise Parker 13 J.T. Wang
14 Tidjane Thiam 14 Dominique Strauss-Kahn
15 Jenny Martin Beth 15 Christine Lagarde
16 Christine Lagarde 16 Tidjane Thiam
17 Recep Tayyip Erdogan 17 Bo Xilai
18 General McChrystal Stanley 18 Robin Li
19 Manmohan Singh 19 Luiz Inácio Lula da Silva
20 Bo Xilai 20 Recep Tayyip Erdogan
21 Mark Carney 21 Salam Fayyad
22 Irmã Carol Keehan 22 Irmã Carol Keehan
23 Sheik Khalifa bin Zayed al Nahyan , 23 Jenny Martin Beth
24 Robin Li 24 Jon Kyl
25 Scott Brown 25 Ron Bloom
       


 

Lista Completa

Líderes
Heroes
Artistas
Pensadores
Redes Sociais
TIME Alumnae 100
Ensaio
Para nossos leitores

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Lista Completa sequencial
2.010 candidatos
  1. Lady Gaga
  2. Kim Yu - Na
  3. Jeff Bridges
  4. Hillary Clinton
  5. Nicolas Sarkozy
  6. James Cameron
  7. Muammar Gaddafi
  8. Sandra Bullock
  9. Sarah Palin
  10. Lindsey Vonn
  11. Nancy Pelosi
  12. Han Han
  13. Paul Volcker
  14. Michelle Obama
  15. Scott Brown
  16. Nicole " Snooki " Polizzi
  17. Roger Ailes
  18. Dave Eggers
  19. Beyoncé
  20. Conan O'Brien
  21. David Chang
  22. Dan Coudreaut
  23. Catherine Ashton
  24. Arne Duncan
  25. Neil Patrick Harris
  26. Barack Obama
  27. T -Bone Burnett
  28. Mo'Nique
  29. De Tiger Woods
  30. Kathryn Bigelow
  31. Oprah Winfrey
  32. Taylor Swift
  33. Rahm Emanuel
  34. Alec Baldwin
  35. Stephen Colbert
  36. Ellen DeGeneres
  37. Jay Leno
  38. O Perdido Criadores
  39. Seth MacFarlane
  40. Jon Stewart
  41. Matthew Weiner
  42. Dennis Crowley
  43. O Penny Arcade Co- Criadores
  44. Peter Molyneux
  45. Bill Clinton,
  46. Neil Gaiman
  47. Marissa Mayer
  48. Chuva
  49. Pete Cashmore
  50. Manmohan Singh
  51. Sheik Khalifa bin Zayed al - Nahayan
  52. Apolo Ohno
  53. Michael Lewis
  54. Grant Achatz
  55. Billy Graham
  56. David Boies e Theodore Olson
  57. Banksy
  58. Susan Boyle
  59. Simon Cowell
  60. Cheryl Cole
  61. Vivienne Westwood
  62. Ferran Adrià
  63. Manny Pacquiao
  64. Meghan McCain
  65. Timothy Geithner
  66. Stanley McChrystal
  67. Annise Parker
  68. Glenn Beck
  69. Joe Lieberman
  70. Bode Miller
  71. Olympia Snowe
  72. Eric Cantor
  73. Mike Mullen
  74. Ron Paul
  75. Rahul Singh
  76. Paul Farmer
  77. Mitt Romney
  78. Atul Gawande
  79. Betty White
  80. Jane Lynch
  81. Jimmy Fallon
  82. Lea Michele
  83. Jeff Zucker
  84. Bristol Palin
  85. Emma Watson
  86. Greg Mortenson
  87. Meryl Streep
  88. Drew Brees
  89. Roger Federer
  90. Adam Lambert
  91. John Madden
  92. Kaká
  93. Elizabeth Warren
  94. Harvey Weinstein
  95. Kanye West
  96. Dana White
  97. Tim White
  98. Kristen Wiig
  99. Marc Jacobs
  100. Johanna Sigurdardottir
  101. Shah Rukh Khan
  102. Tim Westergren
  103. Elizabeth Gilbert
  104. Temple Grandin
  105. Gabourey Sidibe
  106. Drew Pinsky
  107. Príncipe
  108. Rachael Ray
  109. Jason Reitman
  110. Clint Eastwood
  111. De Kim Clijsters
  112. Rupert Murdoch
  113. Rachel Maddow
  114. Ricky Gervais
  115. Jerry Seinfeld
  116. Yukio Hatoyama
  117. Robert Pattinson
  118. Amy Poehler
  119. Arnold Schwarzenegger
  120. Carlos Slim Helú
  121. Sonia Sotomayor
  122. Anna Wintour
  123. Mehmet Oz
  124. Warren Buffett
  125. Mark Carney
  126. Bill e Melinda Gates
  127. Michael Sherraden
  128. Steve Jobs
  129. J.T. Wang
  130. Dominique Strauss-Kahn
  131. Lawrence Summers
  132. Kathleen Merrigan
  133. Lisa Jackson
  134. Michael Pollan
  135. Christine Lagarde
  136. Angela Merkel
  137. Tidjane Thiam
  138. Bo Xilai
  139. Wang Qishan
  140. Liu Xiaobo
  141. Danica Patrick
  142. Robin Li
  143. Lee Kuan Yew
  144. Preity Zinta
  145. Shirin Ebadi
  146. Serena Williams
  147. Jimmy Kimmel
  148. Zahra Rahnavard
  149. Jean -Max Bellerive
  150. Hugo Chávez
  151. Luiz Inácio Lula da Silva
  152. Samuel Alito Jr.
  153. Cory Booker
  154. Ben Bernanke
  155. Andrew Breitbart
  156. Evan Bayh
  157. Peter Orszag
  158. Akio Toyoda
  159. Lloyd Blankfein
  160. Chetan Bhagat
  161. Suzanne Collins
  162. Andy Samberg
  163. Elton John
  164. Jaron Lanier
  165. Patti Smith
  166. Ben Stiller
  167. Zaha Hadid
  168. Chelsea Handler
  169. Tim Gunn
  170. Renzo Piano
  171. Ashton Kutcher
  172. Joannie Rochette
  173. Jasper Schuringa
  174. J.J. Abrams
  175. Judd Apatow
  176. Neill Blomkamp
  177. Alex Rodriguez
  178. Bradley Cooper
  179. Sachin Tendulkar
  180. George Clooney
  181. Zach Galifianakis
  182. Diane Nelson
  183. Zoe Saldana
  184. Quentin Tarantino
  185. Richard Goldstone
  186. Recep Tayyip Erdogan
  187. Mary Karr
  188. Salam Fayyad
  189. Benjamin Netanyahu
  190. Mir- Hossein Mousavi
  191. Anwar al- Awlaki
  192. Cristiano Ronaldo
  193. Didier Drogba
  194. Thierry Henry
  195. Joseph ( Sepp ) Blatter
  196. Tomoaki Kato
  197. Edna Foa
  198. Jenny McCarthy
  199. Elon Musk
  200. Saad Hariri

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REDES SOCIAIS

1.  Barack Obama - 7740557
2.  Lady Gaga - 6697752
3 . Ashton Kutcher - 6390600
4 . Taylor Swift - 5608398
5.  Oprah Winfrey - 2907504
6.  Robert Pattinson - 2298274
7.  Ben Stiller - 1735285
8.  Serena Williams - 1681207
9.  Conan O'Brien - 1352195
10. Jet Li - 1220613
11. Damon Lindelof - 977222
12. Carlton Cuse - 969097
13. Sarah Palin - 884145
14. Glenn Beck - 621436
15. Neil Patrick Harris - 493561
16. Sandra Bullock - 329229
17. Marc Jacobs - 275689
18. Banksy - 259153
19 .Sachin Tendulkar - 175852
20. Simon Cowell - 171726
21. Bill Clinton - 160731
22. Lea Michele - 151916
23. Scott Brown - 131053
24. Didier Drogba - 97611
25. Chetan Bhagat - 94074
26. Mir Hossein Mousavi , - 77455
27. James Cameron - 50394
28. Yu Na Kim - 49.493
29. Mike Krahulik - 41305
30. Zaha Hadid - 33242
31. Lee Kuan Yew - 27859
32. Ricky Gervais - 27422
33. Mike Mullen - 22849
34. Zahra Rahnavard - 21747
35. Elton John - 19309
36. Nancy Pelosi - 19123
37. Manmohan Singh - 17977
38. Phil Mickelson - 14922
39. Michael Pollan - 14956
40. Sonia Sotomayor - 13399
41. Jenny Martin Beth - 13266
42. Annise Parker - 13093
43. Luiz Inácio Lula da Silva - 12371
44. Steve Jobs - 10662
45. Temple Grandin - 8898
46. Tim Westergren - 8152
47. Christine Lagarde - 7913
48. Sheik Khalifa bin Zayed al Nahyan - 6598
49. Suzanne Collins - 5960
50. Recep Tayyip Erdogan - 5925
51. Elizabeth Warren - 5875
52. Kathryn Bigelow - 5326
53. Lisa Jackson - 4746
54. Stanley McChrystal - 2886
55. Jon Kyl - 2696
56. Amartya Sen - 2621
57. Yukio Hatoyama - 2228
58. Malalai Joya - 1874
59. Tidjane Thiam - 1675
60. Holkins Jerry - 1483
61. Valery Gergiev - 1307
62. Graça Machel - 1234
63. Atul Gawande - 1190
64. Neill Blomkamp - 1113
65. Deborah Síntese - 1022
66. Jaime Lerner - 905
67. Elon Musk - 780
68. Salam Fayyad - 574
69. Paul Volcker - 465
70. Dominique Strauss-Kahn - 431
71. Kathleen Merrigan - 356
72. Tristan Lecomte - 249
73. Matt Berg - 198
74. David Boies - 151
75. Nay Phone Latt - 122
76. Victor Pinchuk - 114
77. Theodore Olson - 40
78. Liya Kebede - 12
79. Kiran Mazumdar Shaw - 3
80. Amy Smith - 0
81. Bo Xilai - 0
82. Shu Chen -chu - 0
83. David Chang - 0
84. Douglas Schwartzentruber - 0
85. P. Namperumalsamy - 0
86. Valentin Abe - 0
87. Edna Foa - 0
88. Han Han - 0
89. J.T. Wang - 0
90. Jaron Lanier - 0
91. Karls Paul- Noel - 0
92. Larry Kwak - 0
93. Mark Carney - 0
94. Michael Sherraden - 0
95. Prince - 0
96. Rahul Singh - 0
97. Reem Al Numery - 0
98. Robin Li - 0
99. Ron Bloom - 0
100.Sanjit Bunker "Roy "- 0
101.Tony Travis - 0
102.Irmã Keehan Carol - 0
103.Tim White - 0
104.Will Allen - 0

* Fórmula para a rede de índice = (seguidores Twitter) x 2 + ( conexões Facebook) dividido por 2

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